O Neuromarketing pretende entender melhor o que se passa na cabeça das pessoas quando são expostas a determinados tipos de publicidade

15/04/2019 por Márcia Sherer

A maior parte de todas as decisões humanas é tomada no nível subconsciente do cérebro, ou seja, abaixo do limiar de nossa percepção, por isso entender a mente humana é a resposta para muitas perguntas e um dos caminhos para o sucesso. E quando isso (entendimento da mente humana) se aplica à publicidade nascem novas estratégias, como o Neuromaketing.

O Neuromarketing pretende entender melhor o que se passa na cabeça das pessoas quando são expostas a determinados tipos de publicidade, produtos e marcas, para repensar estratégias, e desenvolver ações mais inteligentes e eficientes.

O Neuromarketing tem como objetivo identificar quais áreas do cérebro são ativadas nos processos de tomada de decisão dos consumidores.

A partir desse tipo de pesquisa, é possível identificar e testar quais tipos de estratégias mais atraem e agradam o público. Muitos especialistas, inclusive, acreditam que esse tipo de estudo é a chave para prever o comportamento do consumidor nos processos de compra.

Veja algumas dicas da aplicação do Neuromarketing na publicidade dadas por Paulo Crepaldi, especialista em Neurociência Aplicada, Situational Leadership e Poder e Influência, sócio e Diretor Executivo da ING Marketing & Training

1. Headline visual
Já dizia o pai da publicidade, David Ogilvy: a imagem é o novo headline. Se você quer que as pessoas entendam seu produto ou serviço, você precisa transparecer isso por meio de imagens que criem significados sobre o que você pretende oferecer a elas. Imagens são processadas 60 mil vezes mais rápido do que textos e afetam nossas emoções.

2. Deixe os atributos de lado
Envolva seu público com algo que ele nunca tenha visto antes. Temos dificuldade em memorizar a lista de supermercado, mas contos de fada nunca saem de nossas cabeças. Tudo que se liga a emoções e é trabalhado como elemento surpresa atua no processo de memorização.
Pode ser uma chamada bem-humorada, uma imagem que salta aos olhos ou uma abordagem jamais vista para esse serviço. Tudo isto irá ativar o efeito de sobressalto no cérebro, o que ajuda no processo de memorização.
Seja objetivo com sua proposta. Isto faz com que o cérebro foque no que você quer dele e não se prenda aos detalhes argumentativos que podem ser commodities de outros produtos e serviços.

3. Chega de eu
Ninguém tem paciência e muito menos habilidade para escutar o quão bom você é. A neurociência provou que quanto mais focamos no “eu” do produto ou serviço, menos as pessoas entendem o que você pode fazer por elas e mais similar a outros produtos e serviços você se torna.
Mude o foco e fale dos possíveis resultados para o consumidor. Ao falar sobre um enxaguante bucal, não fale sobre o seu sabor de menta ou a refrescância que possui. Transmita a mensagem de confiança e de como você se torna a pessoa mais poderosa por poder flertar com qualquer um sem medo do mal hálito.

4. Use metáforas
Pense no dia a dia e em como você cumprimenta as pessoas, em como você chama seus amigos para jantar ou como você explica que está chovendo tanto que será impossível sair. Nosso cotidiano é repleto de metáforas, pois elas ajudam a transmitir ideias que são complexas e abstratas de forma simples e concreta.
Não perca tempo, espaço de mídia ou dinheiro com folders para explicar que seu produto é delicado porque utiliza a tecnologia XYZ. É muito mais fácil dizer que seu produto é tão delicado quanto a pele de um bebê. Viu como facilita? Rapidamente você associou a delicadeza de um bebê ao produto.