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8ª edição do RCN em Ação reúne 110 líderes empresariais em Campo Grande

Evento teve a presença de 110 lideranças empresariais e especialistas representando 55 empresas de diversos segmentos da economia - Foto: Maria Edite Vendas/Portal RCN67

8ª edição do RCN em Ação – AMCHAM Avança reuniu 110 lideranças empresariais e especialistas de 55 empresas na manhã de sexta-feira, 28, no espaço da Corpal Incorporadora, em Campo Grande.

O evento, fruto da parceria entre Grupo RCN e Amcham Mato Grosso do Sul, teve como tema “MS em Perspectiva | Mapa da Tração Econômica no Estado”, apresentando diagnósticos sobre os motores que impulsionam o crescimento regional.

Na abertura, o secretário‑adjunto da Semadesc, Alex Melotto, destacou a rápida transformação produtiva do estado, citando setores como celulose, etanol de milho, citricultura e amendoim. Ele apontou que o crescimento atrai investimentos maciços, mas gera o “impacto do impacto”, exigindo respostas rápidas em habitação, telecomunicações e mão de obra no interior, e ressaltou o papel da Rota Bioceânica como catalisadora de novos centros logísticos.

Em debate sobre industrialização, lideranças de siderurgia, saneamento e celulose se reuniram sob a mediação de Dijan de Barros, da TOTVS Oeste. Luiz Nagata, CEO da Vetorial, defendeu o resgate das ferrovias e o uso das hidrovias para escoar a produção com eficiência. Gabriel Buim, diretor‑presidente do Grupo Aegea, alertou sobre a urgência de discutir resiliência hídrica e reúso de efluentes tratados. Nagata afirmou: “A indústria de base é o alicerce de onde começa a construção do desenvolvimento. O debate logístico não pode ficar restrito ao asfalto; o resgate da malha ferroviária é um ponto‑chave de produtividade e segurança”.

Elcio Trajano, CHRO da Eldorado Brasil Celulose, ressaltou que 60% dos fornecedores da empresa são do estado e que o fator humano continuará sendo a chave de diferenciação dos negócios. Ele disse: “A tecnologia é acessível e logo todos terão as mesmas ferramentas. O diferencial competitivo de qualquer organização sempre será as pessoas engajadas, preparadas e alinhadas à cultura do negócio”.

Juliano Wertheimer, presidente da Fecomércio‑MS, enfatizou que o setor terciário é responsável por absorver e manter a renda gerada pelo campo e pelas grandes indústrias. Ele apresentou ações práticas como o direcionamento técnico do Senac para formar mão de obra sob demanda, serviços itinerantes de telemedicina do Sesc dentro das empresas, apoio jurídico em convenções coletivas e a defesa de um novo centro de convenções em Campo Grande para disputar grandes eventos nacionais. Wertheimer concluiu: “O agro e a indústria dão o impulso inicial, mas é o setor de comércio e serviços que sustenta a maior parte da riqueza e do valor gerado no Estado. Mato Grosso do Sul tem tração, mas cabe a todos nós dar a direção correta para esse crescimento”.

Ao término das atividades, Estêvão Congro, diretor‑executivo do Grupo RCN, ressaltou a importância da aproximação da imprensa com o setor produtivo para retratar e impulsionar o avanço estadual. Ele disse: “É uma parceria de quatro anos com a Amcham que sempre se mostra um sucesso. Como grupo de comunicação, precisamos estar próximos a esses players e sentir o mercado, trazendo as altas lideranças do agro, da indústria e dos serviços para compartilhar conhecimento”. Kethyllen Garcia, coordenadora regional da Amcham MS, acrescentou: “Conseguimos passar por todos os segmentos do Estado, oferecendo insumos sólidos para os empresários finalizarem o ano e estruturarem o planejamento do próximo ciclo. É fundamental dar luz ao que Mato Grosso do Sul tem de positivo”.