A Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Três Lagoas, no leste de Mato Grosso do Sul, prendeu na manhã de sexta-feira (7) um homem de 28 anos identificado como L.F.F.S., acusado de descumprir reiteradamente medidas protetivas de urgência e de violar o domicílio da própria mãe. A detenção foi resultado do cumprimento de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça a pedido da Polícia Civil.
De acordo com as informações da DAM, o investigado havia sido posto em liberdade há poucos dias, após período no sistema prisional, mas voltou a se aproximar da mãe e a ingressar na residência dela sem autorização. O histórico de ameaças de morte contra a vítima motivou a concessão das medidas protetivas, que determinavam o afastamento do filho e a proibição de qualquer contato ou aproximação.
Mesmo ciente das restrições judiciais, o suspeito, descrito pela Polícia Civil como usuário de drogas, teria ignorado as ordens e passado a invadir o imóvel em diferentes ocasiões, driblando câmeras de segurança e cerca elétrica instaladas para impedir sua entrada. Segundo o relato da mãe, ele acessava a casa principalmente em períodos noturnos, situação que a deixava em constante estado de medo e vulnerabilidade.
Após o episódio mais recente, a vítima procurou novamente a Delegacia de Atendimento à Mulher e relatou o descumprimento. Em razão da reincidência e da gravidade dos fatos, a autoridade policial responsável pelo caso representou de imediato pela prisão preventiva do investigado. O pedido foi analisado e deferido pelo Poder Judiciário, que emitiu o mandado para execução urgente.
Com a ordem de prisão em mãos, equipes da DAM iniciaram diligências em vários pontos da cidade para localizar o suspeito. A mobilização policial ocorreu durante toda a madrugada de quinta para sexta-feira e se estendeu pelas primeiras horas da manhã. Os agentes rastrearam locais frequentados pelo investigado, incluindo áreas de consumo de entorpecentes e casas de familiares.
A prisão ocorreu nas primeiras horas da manhã, quando o homem foi localizado em via pública no bairro onde reside a mãe. Ele não apresentou resistência e foi conduzido à unidade policial para as providências legais. Após os trâmites de praxe, o preso foi encaminhado à custódia da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Três Lagoas, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Segundo a delegacia especializada, o descumprimento de medida protetiva de urgência caracteriza crime previsto na Lei Maria da Penha e pode resultar em pena de detenção de três meses a dois anos. O investigado também responderá por violação de domicílio, cuja pena prevista no Código Penal é de detenção de um a três meses, podendo ser aumentada em situações como a resistência a ordem judicial.
Em nota, a Delegacia de Atendimento à Mulher de Três Lagoas reforçou o compromisso institucional de proteger vítimas de violência doméstica e familiar. A unidade destacou que qualquer violação de medida protetiva deve ser comunicada imediatamente à polícia, para que ações rápidas possam evitar novos episódios de agressão ou intimidação. A corporação orienta que mulheres e familiares sob proteção judicial mantenham cópias das decisões, registrem provas de descumprimento e acionem os órgãos de segurança assim que identificarem riscos.
O caso de L.F.F.S. segue em investigação para apurar eventuais delitos adicionais. Testemunhas poderão ser chamadas a depor, e o inquérito será encaminhado ao Ministério Público após a conclusão dos procedimentos. Não há, até o momento, previsão de audiência de custódia ou informações sobre eventual pedido de liberdade provisória por parte da defesa.
Três Lagoas registra casos frequentes de descumprimento de medidas protetivas, segundo a Polícia Civil. A DAM mantém plantão 24 horas para atender vítimas de violência doméstica, oferecer orientações sobre a Lei Maria da Penha e encaminhar solicitações de proteção ao Poder Judiciário. A delegacia também promove campanhas de conscientização em parceria com órgãos municipais e entidades da sociedade civil, com foco na prevenção e no apoio às famílias em situação de risco.
Com a prisão de L.F.F.S., a autoridade policial espera interromper o ciclo de violência enfrentado pela mãe do suspeito e afastar qualquer ameaça à integridade física e emocional da vítima. A segurança dela continuará sendo monitorada pela equipe da DAM, que permanece à disposição para adotar novas medidas caso sejam necessárias.









