Uma operação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul resultou, na noite de quinta-feira (6), na prisão em flagrante de uma mulher de 29 anos por tráfico de drogas no bairro Jardim Santos Dumont, em Água Clara. Parte da cocaína apreendida estava escondida em uma fralda pertencente ao bebê da suspeita, segundo informações das equipes envolvidas.
A ação começou quando policiais do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia de Água Clara, em apoio a militares da Polícia Militar, abordaram um homem de 30 anos que portava um pino da droga. Questionado, o usuário afirmou ter recebido o entorpecente por meio de uma acompanhante, que o encaminhou até a verdadeira fornecedora, identificada como M.M.M.
Após o relato, as equipes se dirigiram à residência da mulher apontada como responsável pela venda. No local, foram encontrados diversos indícios de comercialização: porções de cocaína prontas para distribuição, uma balança de precisão usada para fracionar a substância, recortes de sacolas plásticas destinados ao acondicionamento da droga e certa quantia em dinheiro em espécie.
Durante a busca, parte das porções foi localizada dentro de uma fralda plástica do bebê da investigada. De acordo com os policiais, a escolha do esconderijo tinha como objetivo dificultar a localização dos entorpecentes e evitar suspeitas durante eventual abordagem.
Confrontada com o material apreendido, M.M.M. admitiu que mantinha atividade de tráfico em conjunto com o marido, que atualmente cumpre pena pelo mesmo crime em uma unidade penitenciária de Campo Grande. A suspeita explicou que recebia orientações e, em algumas ocasiões, suprimentos para o comércio ilegal mesmo após a prisão do companheiro.
Diante das evidências, a mulher foi conduzida à Delegacia de Polícia Civil de Água Clara, onde foi autuada em flagrante por tráfico de drogas. O material apreendido — cocaína, balança, sacolas já recortadas e dinheiro — permaneceu sob custódia da autoridade policial para perícia e instrução do inquérito.
Os investigadores prosseguem com diligências para confirmar a extensão da participação do marido na distribuição de entorpecentes na região. A principal linha de apuração busca identificar se o detento coordenava, de dentro do presídio, a logística de compra, armazenamento e venda em Água Clara e municípios próximos.
A prisão insere-se no contexto de ações de rotina voltadas ao combate ao tráfico de drogas no interior do estado. Segundo a Polícia Civil, abordagens a usuários costumam revelar a cadeia de abastecimento e permitem alcançar responsáveis por pontos de distribuição. A corporação ressalta que a troca de informações entre as forças de segurança potencializa a identificação de locais usados para estoque e a prisão de fornecedores.
O homem detido inicialmente, portando o pino de cocaína, foi liberado após prestar depoimento, conforme procedimentos legais para casos de porte para consumo pessoal. Já a investigada permanece à disposição da Justiça e pode ter a prisão convertida em preventiva após análise do Ministério Público e decisão do Judiciário.
O bairro Jardim Santos Dumont, onde a operação ocorreu, tem sido alvo de frequentes monitoramentos devido a denúncias anônimas sobre movimentação de entorpecentes. A Polícia Civil informou que depoimentos colhidos indicam a existência de outros pontos de venda na região e que esses locais seguem mapeados para futuras ações.
Até o momento, não foi divulgado o volume total de cocaína apreendido na residência, porém a polícia classificou a quantidade como suficiente para caracterizar tráfico, e não apenas consumo individual. A balança e os recortes de sacolas indicam, segundo os investigadores, um esquema de fracionamento e preparo para entrega a usuários.
A Delegacia de Água Clara manterá o inquérito aberto para reunir novos elementos que comprovem a relação entre a suspeita e eventuais terceiros, além de verificar se há ligação com facções criminosas que operam no estado. Informações sobre a movimentação financeira da investigada serão encaminhadas à Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) para análise.
Não há previsão para conclusão do inquérito. As autoridades reforçam que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais das polícias Civil e Militar, o que, segundo as corporações, auxilia no mapeamento de rotas e na identificação de novos envolvidos no comércio de drogas.









