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Marcelo Miglioli se coloca como opção do PP ao Senado nas eleições de 2026

O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande, Marcelo Miglioli (PP), comunicou a dirigentes e aliados que pretende disputar uma das duas vagas ao Senado Federal reservadas a Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026. A decisão insere seu nome oficialmente na lista de pré-candidatos do Progressistas e altera o desenho da corrida pela representação sul-matogrossense em Brasília.

Segundo interlocutores próximos, Miglioli iniciou a formação de uma equipe responsável por conduzir a pré-campanha. O movimento inclui encontros programados com a senadora Tereza Cristina (PP) e com o ex-governador Reinaldo Azambuja, atual presidente estadual do PL, para discutir a composição de uma chapa majoritária alinhada ao campo conservador no Estado.

O Progressistas trabalha com a meta declarada de eleger um senador em 2026. No mesmo espectro político, o PL articula a candidatura de Azambuja para a segunda vaga. Em eventos recentes do partido, o nome de Miglioli aparece ao lado do presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP), e do deputado federal Luiz Ovando (PP). Os três são apontados como potenciais representantes da legenda na disputa.

Miglioli, de 57 anos, é engenheiro civil formado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Iniciou a trajetória profissional no setor privado, atuando em construção pesada e mercado imobiliário. A estreia na gestão pública ocorreu durante o governo de Reinaldo Azambuja, quando assumiu a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) e, simultaneamente, a direção-presidência da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul).

À frente da Seinfra, coordenou contratos de pavimentação, restauração de rodovias e obras urbanas em diferentes regiões do Estado. A experiência técnica serviu de base para a primeira tentativa de chegar ao Senado, em 2018, pelo PSDB, quando alcançou 347.861 votos, o equivalente a 15,07% do total válido.

Dois anos depois, Miglioli disputou a Prefeitura de Campo Grande pelo Solidariedade, em chapa pura, encerrando a eleição com 1,9% dos votos válidos. Após o pleito municipal, retornou a funções técnicas até ser nomeado, em março de 2023, secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos pela prefeita Adriane Lopes (PP). A escolha marcou a primeira grande alteração no secretariado da gestão.

Além das atribuições na pasta, Miglioli assumiu em 2024 a coordenação da campanha de reeleição de Adriane Lopes. A atuação reforçou a ligação com a prefeita e consolidou proximidade com a senadora Tereza Cristina, principal liderança do PP em Mato Grosso do Sul. Aliados avaliam que essa relação poderá influenciar a definição interna sobre quem representará a legenda na disputa ao Senado.

Dentro do Progressistas, a concorrência se dá com Gerson Claro e Luiz Ovando, que igualmente manifestam interesse na cadeira. O partido avalia pesquisas qualitativas e quantitativas para medir a força de cada nome, enquanto observa os passos do PL, que, além de Azambuja, lançou o deputado Capitão Contar como pré-candidato.

Em declarações reservadas, apoiadores de Miglioli citam a experiência em obras públicas e a atuação recente na campanha vitoriosa da Capital como ativos que podem ampliar sua rede de apoio entre prefeitos, vereadores e lideranças regionais. O histórico de 2018, quando concorreu sem uma estrutura partidária robusta, é apontado como aprendizado para a nova tentativa, agora respaldada pela máquina municipal e por alianças em construção.

A estratégia delineada inclui fortalecer a musculatura política do PP dentro da federação formada com o União Brasil e negociar espaços com o PL, buscando evitar isolamento na chapa majoritária. Na pauta, estão acordos para compartilhamento de palanques, definição de suplências e distribuição de tempo de rádio e televisão.

A sinalização de candidatura ocorre em meio à retomada de obras estruturantes em Campo Grande, como frentes de pavimentação, recapeamento e operação tapa-buracos. O avanço desses serviços tornou o secretário mais visível à população e, segundo interlocutores, contribuiu para aumentar sua exposição positiva nos debates sobre as eleições de 2026.

Com a confirmação de que pretende concorrer, Miglioli passa a integrar o grupo de pré-candidatos que inclui nomes já consolidados na política estadual, entre eles Reinaldo Azambuja, Capitão Contar e os atuais senadores Nelsinho Trad, Simone Tebet e Soraya Thronicke, todos cotados para renovar mandatos ou buscar outra vaga. A expectativa é de uma disputa acirrada, reflexo do alinhamento entre legendas de direita e centro-direita na formação de palanques em Mato Grosso do Sul.

Os próximos passos de Marcelo Miglioli envolvem ampliar o diálogo com dirigentes partidários, intensificar agendas em municípios estratégicos e apresentar um plano de atuação no Senado que contemple infraestrutura, desenvolvimento regional e parcerias federativas. A efetivação da pré-candidatura caberá à convenção do PP, prevista para o segundo semestre de 2026, após as etapas de filiação e registro na Justiça Eleitoral.

Enquanto a fase preparatória avança, o Progressistas mantém o cronograma de avaliações internas para definir qual dos seus quadros reunirá as condições políticas e eleitorais necessárias à disputa. Até lá, o cenário permanece aberto, com Marcelo Miglioli buscando viabilizar-se como representante do partido na eleição que escolherá os dois próximos senadores por Mato Grosso do Sul.