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Idoso de 72 anos é preso em Paranaíba por suspeita de abusar sexualmente da própria filha com deficiência

Um homem de 72 anos foi detido na tarde de sábado, em Paranaíba, após ser acusado de abusar sexualmente da própria filha, de 29 anos, que possui deficiência intelectual. A ocorrência foi registrada pela Polícia Civil como estupro de vulnerável, classificando o caso como crime praticado contra pessoa que, em razão de suas limitações, não tem plena capacidade de oferecer resistência ou consentimento.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, a polícia foi procurada por uma mulher de 57 anos, mãe da vítima e esposa do suspeito. Ela compareceu espontaneamente à Delegacia de Polícia Judiciária para informar que a filha vinha sofrendo abusos sexuais cometidos pelo pai há vários anos. A denúncia foi formalizada no plantão policial, desencadeando a imediata mobilização dos investigadores.

Conforme o relato prestado pela denunciante, os abusos teriam começado quando a vítima ainda tinha 14 anos de idade. Desde então, segundo o que foi relatado às autoridades, os atos teriam se repetido de forma recorrente no ambiente familiar, prolongando-se até o momento em que a filha decidiu revelar os fatos e pedir ajuda à mãe.

A mãe informou aos policiais que já tinha conhecimento das agressões, mas não havia procurado a Justiça anteriormente por medo e falta de coragem. Segundo o depoimento, a situação tornou-se insustentável quando a filha afirmou que não suportava mais o que estava acontecendo. Esse relato foi o motivo que levou a denunciante a buscar auxílio das autoridades, mesmo sem ter, até então, formalizado representação criminal contra o autor.

Com base nas informações transmitidas pela denunciante, um investigador da Polícia Judiciária fez contato com a equipe de plantão e solicitou diligência imediata até o endereço do suspeito, localizado no bairro Santo Antônio, em Paranaíba. No local, os policiais encontraram o idoso em casa e lhe comunicaram que seria conduzido à Delegacia para prestar esclarecimentos sobre as acusações.

Ainda segundo o registro oficial, o suspeito colaborou com a abordagem policial, não apresentou resistência e foi conduzido sem a necessidade de uso de algemas. Durante a remoção, ele não sofreu ferimentos nem relatou qualquer problema de saúde. O transporte ocorreu em viatura padronizada, e a chegada à unidade policial foi feita sem incidentes.

Na Delegacia, o idoso foi entregue à autoridade competente e permaneceu à disposição para os procedimentos de praxe. Os investigadores deram início à coleta de informações complementares, depoimentos e eventuais exames periciais que possam corroborar ou refutar as denúncias de estupro de vulnerável. A investigação seguirá dentro dos trâmites legais, podendo incluir oitiva de testemunhas, análise de laudos médicos e demais diligências consideradas necessárias.

Até o momento do registro, não havia representação formalizada pela família, situação que poderá ser regularizada no decorrer das investigações. O inquérito tem como base o artigo 217-A do Código Penal, que trata do crime de estupro de vulnerável, previsto para casos em que a vítima apresenta incapacidade cognitiva ou psicológica de consentir com o ato sexual. A pena pode variar, conforme a legislação, de oito a vinte anos de reclusão, podendo ser agravada dependendo das circunstâncias.

O suspeito permanece custodiado na Delegacia de Polícia de Paranaíba. Assim que concluídas as etapas iniciais do inquérito, o Ministério Público será oficialmente comunicado para avaliar o oferecimento de denúncia à Justiça. Enquanto isso, a vítima segue sob acompanhamento familiar, e os policiais destacaram que eventuais medidas protetivas podem ser solicitadas a qualquer momento para assegurar sua integridade física e emocional. A investigação continua.