Uma mulher de 28 anos foi detida na manhã desta sexta-feira, 19, na rodoviária de Iguatemi, município localizado no sul de Mato Grosso do Sul. A abordagem, realizada por equipes da Polícia Civil, cumpriu mandado de prisão preventiva emitido pela Justiça de Naviraí. A ordem judicial é resultado de investigações que ligam a suspeita a uma série de furtos em diferentes cidades da região conhecida como Conesul.
De acordo com a Delegacia de Polícia de Iguatemi, responsável pelo inquérito, a mulher é apontada como participante de crimes patrimoniais ocorridos em Mundo Novo, Naviraí, Eldorado, Ivinhema e na própria Iguatemi. Os registros indicam que as ações teriam atingido tanto estabelecimentos comerciais quanto residências, provocando prejuízos que ainda estão sendo levantados junto às vítimas. As autoridades ressaltam que o volume de boletins de ocorrência e as semelhanças na forma de atuação motivaram a unificação das apurações.
O cumprimento do mandado ocorreu nas primeiras horas do dia, quando policiais civis monitoravam o terminal rodoviário local. Segundo a corporação, a suspeita pretendia deixar o município, o que acelerou a execução da ordem judicial. Assim que localizada, ela foi informada sobre o mandado e conduzida à delegacia, onde passou pelos procedimentos de praxe, incluindo a formalização da prisão e interrogatório inicial.
O pedido de prisão preventiva havia sido solicitado pela equipe de investigação de Iguatemi e encaminhado ao Poder Judiciário de Naviraí, que centraliza processos relacionados a fatos ocorridos na comarca. A medida cautelar foi deferida com base em indícios que apontam risco de continuidade delitiva e possibilidade de fuga, critérios previstos em lei para a adoção dessa modalidade de restrição de liberdade antes do julgamento definitivo.
A Polícia Civil informou que os furtos atribuídos à investigada apresentam modus operandi semelhante. Em diversos casos, as ocorrências envolviam arrombamento de portas ou janelas durante a madrugada, subtração de valores em dinheiro, mercadorias de fácil revenda e objetos de pequeno porte, o que facilitava o transporte imediato. Imagens de câmeras de segurança e depoimentos de vítimas contribuíram para a identificação da suspeita.
Segundo os investigadores, as cidades afetadas fazem parte de um eixo rodoviário que facilita deslocamentos rápidos pela região do Conesul, situada na fronteira sul-matogrossense. Esse fator logístico teria favorecido a repetição dos crimes em curto intervalo de tempo, ao mesmo tempo em que dificultava a prisão em flagrante. A integração entre delegacias dos municípios envolvidos possibilitou o cruzamento de informações e a elaboração de um panorama conjunto das ocorrências.
Embora o mandado cumprido trate especificamente de furtos já catalogados nos autos, a Polícia Civil destaca que a apuração permanece aberta. O objetivo é verificar se a suspeita atuou sozinha ou se contava com eventuais colaboradores, além de identificar outros casos que possam ter sido praticados com o mesmo padrão. Eventuais vítimas que reconheçam o modo de operação estão sendo orientadas a procurar as delegacias locais para complementar o inquérito.
Até o início da tarde desta sexta-feira, a mulher continuava custodiada na Delegacia de Iguatemi, aguardando manifestação do Poder Judiciário sobre eventuais pedidos de transferência para estabelecimento prisional adequado. Conforme prevê a legislação, ela deverá ser submetida a audiência de custódia, ocasião em que um juiz analisará a legalidade da prisão e as condições de manutenção da medida preventiva.
Autoridades policiais reforçaram que a conclusão do inquérito dependerá da análise de laudos periciais, oitivas de testemunhas e do resultado de diligências em andamento, como a recuperação de bens subtraídos. Caso o conjunto probatório seja considerado suficiente, o Ministério Público poderá oferecer denúncia por furto qualificado, cuja pena varia de acordo com as circunstâncias de cada crime.
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública informou que a troca de informações entre as unidades do interior e da capital faz parte de estratégia para combater crimes patrimoniais em cidades de menor porte, onde, muitas vezes, suspeitos se deslocam rapidamente após a prática delituosa. No âmbito desse trabalho, a prisão em Iguatemi é apontada como passo relevante para frear a sequência de furtos que vinha sendo constatada no Conesul.
Os investigadores mantêm a linha de apuração focada em identificar possíveis conexões da detida com outros delitos registrados na região. A expectativa é de que, com a coleta de novos depoimentos e análise de materiais apreendidos, seja possível esclarecer o alcance total das ações atribuídas à suspeita e recuperar parte dos objetos furtados.









