Um adolescente de 17 anos foi apreendido na madrugada de sexta-feira, 19 de abril, suspeito de praticar um roubo que resultou na morte de uma pessoa em Rio Verde, município localizado na região norte de Mato Grosso do Sul. A ação foi conduzida pela Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, e ocorreu poucas horas depois do início das investigações.
O caso começou a ser apurado por volta das 4h30, quando equipes de segurança foram acionadas para atender a um incêndio em uma residência no bairro Jardim José Antônio. Após o controle das chamas, os bombeiros localizaram um corpo dentro do imóvel. Diante da situação, a Polícia Civil instaurou inquérito para determinar as circunstâncias do óbito e identificar possíveis responsáveis.
Segundo informações preliminares repassadas pela Polícia Civil, os levantamentos indicam que o adolescente teria agredido a vítima com a finalidade de subtrair bens. Do local foram levados dinheiro em espécie, um aparelho celular e um veículo. A hipótese de latrocínio – roubo seguido de morte – passou a ser considerada a principal linha investigativa.
Horas depois, o automóvel subtraído foi encontrado capotado às margens da BR-163, principal rodovia que corta o estado. No interior do veículo, agentes localizaram o jovem, que apresentava ferimentos aparentemente decorrentes do acidente. Ele recebeu atendimento no hospital municipal de Rio Verde e, após ser medicado, deixou a unidade de saúde por conta própria.
Ao verificar a saída do adolescente, policiais realizaram diligências que resultaram na localização dele nas proximidades do imóvel incendiado. Em busca realizada na residência do suspeito, os investigadores apreenderam quantia em dinheiro e um telefone celular que, de acordo com as evidências colhidas, pertenciam à vítima encontrada sem vida.
Diante dos indícios reunidos, o adolescente foi conduzido à delegacia de Polícia Civil de Rio Verde. O fato foi registrado como ato infracional análogo ao crime de latrocínio, tipificado no artigo 157, parágrafo 3º, inciso II, do Código Penal. Em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o Juízo da Infância e da Juventude e o Ministério Público foram comunicados sobre a apreensão.
Por se tratar de menor de idade, o suspeito não teve o nome divulgado. Ele permanece à disposição da Justiça em unidade apropriada para adolescentes, enquanto o inquérito prossegue para esclarecer detalhes da ação criminosa. Entre os pontos ainda investigados estão a dinâmica das agressões, a causa do incêndio que consumiu parte da residência e a possibilidade de participação de terceiros.
A identificação oficial da vítima dependerá de exames periciais realizados pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL). O resultado desses procedimentos deverá confirmar a identidade e apontar a causa exata da morte, informações consideradas essenciais para o andamento do processo.
Além da perícia no local do incêndio, a Polícia Civil recolheu vestígios no veículo capotado e na residência do adolescente. Objetos apreendidos serão submetidos a análises laboratoriais, incluindo exames de DNA, papiloscopia e confrontos balísticos, caso armas tenham sido utilizadas. O objetivo é reunir provas materiais que subsidiem a responsabilização do autor e esclareçam eventuais dúvidas sobre a sequência dos crimes.
O roubo seguido de morte é uma das infrações penais classificadas como hediondas pela legislação brasileira, o que, no caso de menores, pode resultar em medidas socioeducativas de internação por até três anos, conforme prevê o ECA. A duração e o regime da medida serão definidos pelo Judiciário, levando em conta laudos técnicos, a gravidade do fato e a evolução do adolescente durante o cumprimento.
Até o momento, não há confirmação da participação de outros envolvidos. No entanto, a polícia mantém linhas de apuração abertas para verificar se o adolescente contou com auxílio antes ou após o crime. Relatos de moradores do bairro Jardim José Antônio e possíveis imagens de câmeras de segurança da região também estão sendo coletados.
A corporação solicita que eventuais testemunhas procurem a delegacia de Rio Verde ou entrem em contato pelos canais oficiais da Polícia Civil. Informações adicionais sobre a investigação serão divulgadas conforme houver avanços concretos e liberação por parte da autoridade policial responsável pelo caso.









