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Jovem de 22 anos morre após capotamento na BR-497; bombeiros tentaram reanimar vítima durante todo o socorro

Beatriz Souza Santos, 22 anos, não resistiu aos ferimentos provocados por um capotamento ocorrido na tarde de sábado, 20, na rodovia BR-497, entre Paranaíba (MS) e a Ponte Alencastro, divisa com Minas Gerais. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, a jovem foi arremessada para fora de um veículo VW Parati e encontrada inconsciente, porém ainda com sinais vitais instáveis, o que motivou a realização imediata de manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP).

O acidente foi registrado por volta das 12h20, nas proximidades do posto fiscal situado no trecho federal que liga o município sul-mato-grossense ao estado vizinho. Quando as equipes de resgate chegaram, constataram que a vítima se encontrava em estado crítico, apresentando quadro de parada cardiorrespiratória iminente. Diante da gravidade, os bombeiros iniciaram a RCP no próprio local, prosseguindo com o protocolo de atendimento de forma ininterrupta durante todo o deslocamento até a Santa Casa de Paranaíba.

Segundo o relato dos socorristas, a instabilidade dos sinais de Beatriz exigiu a aplicação contínua de compressões torácicas e ventilação assistida. Apesar dos esforços, a jovem deu entrada no pronto-socorro da unidade hospitalar sem apresentar atividade cardíaca efetiva. A equipe médica de plantão tentou procedimentos complementares de suporte avançado, mas o óbito foi confirmado pouco depois.

Testemunhas informaram que o condutor do automóvel teria deixado o local antes da chegada das equipes de emergência. Não há, até o momento, confirmação oficial sobre a identidade do motorista, nem detalhes sobre o motivo da saída. A Polícia Civil abriu investigação para esclarecer as circunstâncias do capotamento, apurar eventual responsabilidade criminal e determinar se o abandono ocorreu antes ou após a constatação da situação de Beatriz.

Também não foram divulgados elementos que indiquem a velocidade do veículo, condições da pista ou fatores externos, como interferência climática, que possam ter contribuído para a perda de controle. A rodovia BR-497 é utilizada como ligação entre Mato Grosso do Sul e Minas Gerais e, no trecho do acidente, apresenta faixa simples de circulação em cada sentido, com acostamento estreito e sinalização considerada regular.

O automóvel ficou parcialmente destruído e permaneceu às margens da via até a chegada do serviço de guincho. A Polícia Rodoviária Federal realizou o isolamento da área para permitir o trabalho da perícia e garantir a segurança de outros motoristas que trafegavam pelo corredor interestadual. A análise dos destroços deve auxiliar na reconstituição da dinâmica do incidente, incluindo possível sequência de capotagens, ponto inicial de perda de aderência e distância percorrida pelo corpo da vítima após ser projetada para fora do habitáculo.

A Secretaria de Saúde de Paranaíba confirmou que o corpo de Beatriz Souza Santos foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal do município, onde passará pelos exames de necropsia obrigatórios. O resultado deverá constatar oficialmente a causa da morte e servir de subsídio para o inquérito policial. A família da jovem foi avisada do falecimento ainda no sábado.

O Corpo de Bombeiros reforçou que a utilização de cintos de segurança reduz significativamente o risco de ejeção de ocupantes em capotamentos e outros tipos de colisão. No entanto, não há, até o momento, informação sobre se a vítima fazia uso do dispositivo no momento do sinistro. A corporação ressaltou que, em ocorrências com projeção da vítima para fora do veículo, o grau de lesão costuma ser elevado devido ao impacto direto contra o solo e à possibilidade de múltiplos ferimentos internos.

A Polícia Rodoviária Federal orienta motoristas que trafegam pela BR-497 a redobrar a atenção nos pontos onde a sinalização indica curva acentuada e risco de desnível, sobretudo em períodos de maior fluxo, como finais de semana. O trecho entre Paranaíba e a fronteira mineira registra movimento intenso de veículos leves e caminhões, pois serve de corredor para escoamento de produção agropecuária e deslocamento regional.

Até a conclusão do laudo pericial e do inquérito, não está descartada a possibilidade de que fatores como excesso de velocidade, defeito mecânico ou ação humana tenham contribuído para o desfecho fatal. As autoridades pedem que eventuais testemunhas procurem a Delegacia de Paranaíba para prestar depoimento e fornecer imagens ou informações que possam auxiliar na investigação.