O verão 2025/2026 começou oficialmente no domingo, 21 de dezembro, e deve manter em Três Lagoas um cenário de calor ligeiramente acima da média histórica, alternado com pancadas de chuva típicas da estação. A projeção foi divulgada pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec/MS), vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Semadesc).
De acordo com as análises do órgão estadual, as massas de ar presentes sobre o Mato Grosso do Sul favorecerão temperaturas mais elevadas ao longo da estação, especialmente em dias com menor cobertura de nuvens e ausência de precipitação. O Cemtec/MS aponta que essa condição prolonga a exposição ao sol, elevando os termômetros de forma recorrente durante o período estival.
A estimativa para a chuva é de volumes próximos à média climatológica, mas com possibilidade de variações para valores ligeiramente acima ou abaixo desse patamar. Esse comportamento irregular já foi observado na primeira quinzena de dezembro, quando Três Lagoas acumulou 233,4 milímetros, superando a média histórica de 191,3 milímetros para o mesmo intervalo.
Em todo o estado, apenas três pontos de monitoramento registraram precipitações acima da média no início do mês: além de Três Lagoas, os municípios de Mundo Novo e Sete Quedas apresentaram totais superiores aos valores de referência. Na maioria das localidades, porém, a quantidade de chuva ficou aquém do esperado. O caso mais expressivo foi o de Chapadão do Sul, que alcançou somente 20% do volume médio previsto para o período.
Os meteorologistas ressaltam que, no verão, é comum a rápida mudança nas condições atmosféricas, favorecendo a formação de núcleos convectivos que provocam pancadas de chuva intensas, porém de curta duração. Esses episódios podem vir acompanhados de descargas elétricas, rajadas de vento e, em situações pontuais, queda de granizo. A orientação é que a população esteja atenta a avisos e boletins de tempo severo emitidos pelos órgãos competentes.
A dinâmica da estação também inclui o alongamento do período de luz solar. Até 20 de março de 2026, data que marca o fim do verão no Hemisfério Sul, os dias permanecem mais longos e as noites mais curtas devido à inclinação da Terra, que direciona maior incidência de radiação solar para a região. Esse fator contribui para o reforço das temperaturas elevadas em todo o estado.
O Cemtec/MS destaca ainda que o comportamento das chuvas pode variar significativamente entre microrregiões, influenciado por sistemas de baixa pressão, frentes frias ocasionais e circulação de ventos em altos níveis da atmosfera. Assim, mesmo dentro de um mesmo município, podem ocorrer diferenças expressivas no acumulado pluviométrico em curtos espaços de tempo.
Para as atividades agrícolas, a irregularidade das precipitações exige acompanhamento contínuo dos boletins meteorológicos, pois tanto os excedentes quanto os déficits de umidade impactam o desenvolvimento das culturas típicas dessa época. Em áreas urbanas, o órgão recomenda vigilância para riscos de alagamentos em pontos suscetíveis, além de cuidados contra descargas elétricas durante tempestades.
Na avaliação dos técnicos, a tendência de temperaturas acima da média deve se repetir em sucessivos episódios de calor ao longo da estação. Diante disso, recomendam-se medidas de proteção contra a exposição prolongada ao sol, hidratação frequente e uso de barreiras físicas, em especial nos horários de maior intensidade de radiação.
No balanço estadual, o monitoramento contínuo realizado pelo Cemtec/MS possibilita identificar áreas que concentram anomalias de chuva ou temperatura. Os dados servem de base para ações de defesa civil, planejamento de produção agrícola e gerenciamento de recursos hídricos, visando mitigar impactos de eventos climáticos extremos que possam ocorrer entre dezembro e março.









