Uma operação policial realizada no último sábado, 20, resultou no resgate de uma adolescente de 13 anos em uma propriedade rural de Dourados, Mato Grosso do Sul. A jovem havia sido levada à força na saída da escola, no município de Curral de Dentro, Minas Gerais, e estava sendo procurada desde a comunicação do desaparecimento. O mandado de busca e apreensão que autorizou a ação foi expedido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais e cumprido pela Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Dourados.
De acordo com informações repassadas pelas autoridades, o caso começou quando familiares informaram à polícia que a menina fora abordada e conduzida, sem consentimento, para um destino desconhecido logo após deixar a instituição de ensino. Essa conduta foi enquadrada como subtração de incapaz, crime previsto no Código Penal brasileiro, considerando a idade da vítima.
A partir da denúncia, a investigação ficou sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Taiobeiras, cidade mineira que atende a região de Curral de Dentro. Os investigadores coletaram depoimentos, analisaram possíveis rotas de deslocamento e levantaram indícios que apontavam para a possibilidade de a adolescente ter sido levada a outro estado.
Com base nesses elementos, a Polícia Civil mineira solicitou ao Judiciário a expedição de mandado de busca e apreensão, medida destinada a localizar a vítima e assegurar sua integridade. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais deferiu o pedido, permitindo à força policial atuar fora do território mineiro, em cooperação com as autoridades sul-matogrossenses.
Em Dourados, a DAM recebeu o documento judicial e iniciou diligências para confirmar informações sobre a possível presença da garota na zona rural do município. Equipes foram deslocadas até o local apontado, onde a adolescente foi encontrada na tarde de sábado. Segundo os relatos, a ação transcorreu sem resistência e sem registro de ferimentos.
Após o resgate, a jovem foi conduzida ao Conselho Tutelar de Dourados. O órgão aplicou as medidas de proteção previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, garantindo abrigo, acompanhamento psicológico e contato seguro com familiares. As autoridades não divulgaram detalhes sobre o responsável ou responsáveis pela retirada da menina, argumentando que o inquérito continua em andamento.
A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Taiobeiras permanece à frente da investigação, agora em cooperação com a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. O objetivo é esclarecer as circunstâncias da subtração, identificar eventuais coautores e verificar se há outros crimes relacionados, como transporte de menor sem autorização ou possível violação de direitos previstos na legislação infanto-juvenil.
As polícias dos dois estados mantêm troca de informações para reunir provas, analisar mensagens eletrônicas e ouvir testemunhas. Os investigadores também avaliam a rota percorrida entre Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, que envolve centenas de quilômetros, a fim de descobrir pontos de parada, veículos utilizados e eventuais redes de apoio.
Paralelamente, órgãos da rede de proteção acompanham o caso para assegurar que a vítima receba suporte psicológico e social. O Conselho Tutelar informou que permanecerá atento a qualquer necessidade adicional, inclusive eventual retorno da adolescente ao convívio familiar, desde que garantidas condições de segurança.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou prazo para a conclusão do inquérito. Entretanto, reafirmou que todos os envolvidos serão responsabilizados conforme a legislação em vigor. O resgate, segundo as autoridades, demonstra a efetividade da cooperação interestadual e do uso de mandados judiciais para a preservação da integridade de crianças e adolescentes vítimas de crimes.









