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Natal deve movimentar R$ 194 milhões no comércio de Campo Grande, aponta CDL

A projeção da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campo Grande indica que o período natalino de 2025 deverá injetar aproximadamente R$ 194 milhões na economia da capital sul-mato-grossense. O número representa o melhor resultado para o varejo presencial desde 2013, segundo a entidade, e mantém a cidade na trajetória de crescimento observada nos últimos anos.

Predominância das lojas físicas

O levantamento, realizado em parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), mostra que 77,5% dos gastos serão direcionados a estabelecimentos físicos, equivalentes a R$ 150,7 milhões. A preferência por lojas de rua, shoppings e centros comerciais foi captada em pesquisa feita entre 26 e 29 de novembro, que entrevistou 210 consumidores nas sete regiões urbanas de Campo Grande.

Além da escolha pelo comércio presencial, 59% dos entrevistados afirmaram confiar mais nos descontos oferecidos nas lojas físicas do que aqueles divulgados em canais digitais. Para a CDL, esse comportamento reforça a relevância do contato direto com o produto e a percepção de promoções mais transparentes.

Crescimento real do consumo

Com base nos dados coletados, a entidade projeta aumento real de 4,5% nas vendas em relação ao Natal anterior, avanço de 1,6 ponto percentual sobre a taxa registrada em 2024. O resultado é atribuído, principalmente, à elevação de 6,8% na massa salarial estadual e ao recorde na geração de empregos formais em Mato Grosso do Sul.

O cenário econômico também contribui para o desempenho do comércio. A taxa básica de juros (Selic) em 11,25% estimula parcelamentos mais longos, enquanto a inflação de segmentos como vestuário e cosméticos permanece abaixo do índice geral, ampliando o poder de compra das famílias.

Métodos de pagamento

O cartão de crédito parcelado se mantém como principal forma de pagamento, opção de 79,5% dos consumidores consultados. Planos de até 12 parcelas foram citados como preferência. Já o Pix consolidou-se na segunda posição, respondendo por 11,8% das transações previstas à vista.

Ticket médio em alta

O gasto médio projetado por consumidor alcança R$ 616,48, contra R$ 589 observados no ano passado. A metodologia utilizada leva em conta o valor médio de 2024, o efeito do 13º salário, a inflação real dos produtos pesquisados e o desempenho mais moderado da Black Friday. Em um cenário considerado agressivo, o ticket pode chegar a R$ 628.

A pesquisa também aponta que 72,4% dos entrevistados pretendem ir às compras, porcentual que corresponde a aproximadamente 468 mil consumidores ativos na capital. Caso todos gastem o valor médio calculado, o potencial de movimentação chegaria a R$ 230 milhões. Ainda assim, a CDL adotou a estimativa conservadora de R$ 194 milhões para o balanço final.

Produtos mais procurados

Itens de uso pessoal lideram a lista de intenções de compra. Roupas e acessórios aparecem com 52,4%, seguidos por perfumes e cosméticos (36,2%), calçados (30,5%), brinquedos (30,0%) e smartphones (27,1%).

Panorama nacional

No âmbito do país, levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil estima que o Natal de 2025 movimentará R$ 84,9 bilhões, com participação de cerca de 124 milhões de consumidores. Aproximadamente 76% dos brasileiros planejam presentear alguém na data.

As preferências nacionais repetem o padrão observado em Campo Grande: roupas lideram, seguidas por perfumes, cosméticos, calçados e brinquedos. A comparação de preços é decisiva para 82% dos entrevistados, enquanto no Brasil o Pix aparece como principal forma de pagamento, à frente do cartão de crédito parcelado.

Metodologia e intervalo de confiança

A amostra utilizada em Campo Grande contemplou consumidores de diferentes faixas etárias, rendas e regiões da cidade. A margem de erro informada pela CDL não foi divulgada, mas o intervalo considerado plausível para o total movimentado vai de R$ 194 milhões, projeção central, até R$ 230 milhões em cenário otimista.

Com a previsão de incremento no poder de compra, estabilidade do emprego e maior confiança dos consumidores, a entidade avalia que o Natal se consolidará, mais uma vez, como o principal período de faturamento do varejo físico na capital de Mato Grosso do Sul.