A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) encerrou 2025 com resultados que, segundo balanço interno, contribuíram para melhorar a mobilidade urbana de Campo Grande. As ações se concentraram em segurança viária, organização do tráfego, acessibilidade e educação para o trânsito, alcançando todas as regiões da cidade.
O trabalho diário foi amparado pelo Centro de Controle Integrado de Mobilidade Urbana (CCI), responsável por monitorar fluxo viário, semáforos, transporte coletivo e cercamento eletrônico. O acompanhamento em tempo real permitiu respostas mais rápidas a ocorrências e ajustes imediatos na operação dos corredores de tráfego.
Com base em levantamentos técnicos, a agência identificou como principais demandas da população a implantação de ondulações transversais, reforço da sinalização viária e instalação de travessias elevadas. Em 2025, foram registradas 474 solicitações para quebra-molas, 160 pedidos de sinalização e 103 requerimentos por travessias elevadas, além de reivindicações por vagas de estacionamento e novos semáforos.
Esses dados direcionaram a elaboração de 40 projetos de reordenamento viário, incluindo ajustes de circulação e intervenções de acessibilidade, como rebaixos de guia. Paralelamente, mais de 230 projetos de sinalização urbana passaram por análise técnica ao longo do ano.
Na sinalização horizontal, a Agetran aplicou cerca de 64 mil metros quadrados de nova pintura em ruas e avenidas, com destaque para o entorno de 261 escolas beneficiadas por faixas de pedestres, ondulações transversais e travessias elevadas. O serviço contemplou ainda manutenção de dispositivos já existentes e ampliação da sinalização em ciclovias e ciclofaixas.
No segmento vertical, foram instaladas mais de 2.600 placas, ofertando orientação adicional a motoristas, ciclistas e pedestres em diversos pontos da capital sul-mato-grossense.
O parque semafórico também passou por modernização. Equipes técnicas reestruturaram e atualizaram conjuntos existentes e implantaram novos controladores de tráfego. Durante 2025, foram atendidas mais de duas mil ocorrências de manutenção, além de registros de furtos e vandalismo. A manutenção constante buscou assegurar o funcionamento ininterrupto dos equipamentos e contribuir para maior fluidez viária.
A fiscalização esteve presente em vias internas, eventos comunitários, frentes de obras e operações especiais. No total, o setor contabilizou mais de 57 mil atendimentos, envolvendo interdições, organização de trânsito e controle do uso do espaço público. Na mobilidade urbana, as ações alcançaram o transporte coletivo, táxis, mototáxis, transporte de resíduos e vendedores permissionários, com parte das ocorrências originadas de denúncias enviadas pela população.
O transporte coletivo registrou média mensal de 2,16 milhões de passageiros em 2025. O volume, apontado como estratégico para o deslocamento diário dos moradores de Campo Grande, reforçou a necessidade de acompanhamento técnico, planejamento constante e fiscalização regular do serviço.
Na área de educação para o trânsito, a Agetran manteve o tema como eixo estruturante de suas políticas públicas. Ao longo do ano, foram contabilizados quase 20 mil atendimentos presenciais em escolas, instituições e espaços comunitários, complementados por centenas de ações virtuais. Campanhas permanentes em mídias institucionais focaram a disseminação de boas práticas e comportamentos seguros nas vias.
Segundo o balanço, educação, tecnologia e fiscalização seguem integradas como pilares das estratégias voltadas à segurança viária em Campo Grande. As informações reunidas em 2025 subsidiarão o planejamento das intervenções previstas para 2026, mantendo atenção às demandas apresentadas pela comunidade e às metas de redução de acidentes de trânsito na capital.









