Os preparativos para as eleições de 2026 já provocam movimentação entre lideranças de Três Lagoas, município que ainda busca recuperar representatividade na política estadual e federal. Nomes de vereadores, ex-prefeito e outras figuras locais começam a ser citados em conversas de bastidores, enquanto articulações se espalham por diferentes regiões de Mato Grosso do Sul.
Vereadores aparecem como pré-candidatos
A vereadora Evalda Reis surge como possível concorrente a uma vaga na Câmara dos Deputados. Embora não tenha formalizado a pré-candidatura, ela vem sendo apontada como aposta do grupo político que pretende garantir voz três-lagoense em Brasília. A movimentação ocorre em meio ao vácuo de representação federal que se mantém desde a eleição de 2022.
No mesmo cenário, o vereador Davis Martinelli é lembrado para a disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Integrantes de partidos e apoiadores avaliam que o desempenho dele na Câmara Municipal pode ser convertido em capital político estadual, caso a candidatura seja confirmada.
Ex-prefeito e liderança regional buscam espaço
Além dos parlamentares em exercício, Angelo Guerreiro, que administrou Três Lagoas entre 2017 e 2020, voltou a circular pelo interior sul-mato-grossense. Ele visita municípios em busca de alianças com prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias, estratégia considerada essencial para viabilizar projeto rumo à Assembleia Legislativa.
O empresário e ex-deputado estadual Eduardo Rocha também intensificou viagens pelo Estado. Rocha trabalha para reconstituir bases eleitorais fora de Três Lagoas e ampliar o alcance da futura campanha. A expectativa é de que ambos – Guerreiro e Rocha – dividam espaço na corrida por cadeiras que hoje não contam com representantes da cidade.
Vácuo de representação preocupa
Três Lagoas, terceiro maior município de Mato Grosso do Sul, soma cerca de 150 mil habitantes, mas não possui deputados em exercício nem na Assembleia Legislativa nem na Câmara dos Deputados. A ausência é vista como prejuízo para a defesa de demandas locais relativas a infraestrutura, saúde e desenvolvimento econômico.
Parte da classe política local admite que o problema se agrava quando lideranças da própria cidade optam por apoiar candidatos de outros municípios. Essa prática, comum em pleitos anteriores, enfraquece campanhas genuinamente três-lagoenses e reduz a chance de conquistar espaço institucional.
Homenagem a Ramez Tebet
No âmbito municipal, o presidente da Câmara, Antônio Empeke Júnior, o Tonhão, programou homenagem ao ex-senador Ramez Tebet, falecido em 2006. Considerado padrinho político de Tonhão, Tebet teve papel determinante no início da carreira do atual presidente do Legislativo. Em reconhecimento, Tonhão decidiu que seu primeiro filho vai receber o nome Ramez.
Simone Tebet avalia cenários eleitorais
Enquanto a base local articula candidaturas, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou que pretende disputar as próximas eleições por Mato Grosso do Sul, seu domicílio eleitoral. Apesar disso, não descarta eventual mudança para São Paulo, hipótese analisada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sustentada por pesquisas que a colocam bem posicionada naquele Estado.
Segundo a ministra, a definição ocorrerá após conversa com o presidente, prevista para o início de fevereiro. A decisão influenciará alianças regionais, inclusive em Três Lagoas, onde Simone Tebet mantém vínculos políticos e familiares históricos.
Perspectivas para 2026
Com diferentes nomes em fase de pré-lançamento, Três Lagoas tenta reverter a série de eleições consecutivas sem representação própria. Os próximos meses serão decisivos para a consolidação de chapas proporcionais, definição de partidos e acordos de apoio. Lideranças locais avaliam que uma candidatura competitiva demanda estrutura financeira, presença em todo o Estado e discurso voltado a interesses regionais.
Enquanto isso, eleitores e movimentos sociais acompanham o desenrolar das tratativas, cientes de que a escolha dos candidatos refletirá diretamente na capacidade de atração de recursos e projetos para o município. A corrida, mesmo distante no calendário oficial, já orienta agendas, viagens e encontros partidários que delineiam o tabuleiro político sul-mato-grossense rumo a 2026.









