Search

Ministério da Saúde libera quase R$ 3 milhões para construir Central de Regulação do SAMU em Três Lagoas

O Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$ 2.955.000,00 para a construção da Central de Regulação das Urgências (CRU) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) em Três Lagoas, no leste de Mato Grosso do Sul. O valor foi oficializado pela Portaria GM/MS nº 9.578, publicada em 19 de dezembro, e integra a carteira do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).

A liberação do recurso, consignada na modalidade fundo a fundo e em parcela única, viabiliza a implantação de uma estrutura considerada estratégica para o atendimento pré-hospitalar. A nova central concentrará as ligações de socorro, fará a avaliação de gravidade dos casos, estabelecerá prioridades de despacho e coordenará o envio das ambulâncias, além de articular o encaminhamento de pacientes com hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e demais serviços da rede municipal.

Para os profissionais que atuam no SAMU local, a obra atende a uma demanda antiga. A enfermeira e coordenadora da equipe, Jéssica Baptista, lembra que, desde sua experiência como interventora, havia expectativa de uma estrutura específica para regulação. Segundo a coordenadora, a central permitirá reorganizar os fluxos de trabalho e aprimorar os indicadores de qualidade, ao oferecer ambiente adequado à tomada de decisão em situações de urgência.

Atualmente, o serviço funciona em uma base com limitações físicas que, conforme a equipe, interferem no cotidiano operacional. Os espaços destinados a descanso, armazenamento de materiais e treinamento são reduzidos, o que repercute no planejamento de escalas e na realização de capacitações internas. Com a nova construção, estão previstos ambientes de descanso dimensionados para as equipes de plantão, cozinha, salas de capacitação e áreas específicas para simulados.

A melhoria da infraestrutura é apontada como fator de impacto direto no tempo de resposta às ocorrências. Ao centralizar as informações em um único ponto e adotar protocolos de atendimento integrados, a expectativa é reduzir etapas burocráticas, aumentar a precisão na classificação de risco e otimizar o emprego das viaturas. A administração municipal destaca que a medida reforça a diretriz de colocar tempo e eficiência como eixos de políticas públicas de saúde.

De acordo com a Prefeitura de Três Lagoas, o repasse federal será acompanhado pelos sistemas oficiais de monitoramento do Governo Federal, procedimento que abrange a execução da obra, a aplicação dos recursos e a prestação de contas. O município informa ainda que a construção da CRU faz parte de um conjunto mais amplo de investimentos na rede de urgência e emergência, que inclui aquisição de equipamentos e capacitação profissional.

Três Lagoas vem registrando crescimento populacional e aumento na complexidade das demandas assistenciais. Nesse cenário, a instalação de uma central de regulação é vista como etapa fundamental para organizar o fluxo pré-hospitalar, reduzir sobrecargas em pontos de atenção e garantir comunicação contínua com as unidades de referência. A integração tecnológica prevista para o novo espaço também permitirá registrar dados em tempo real, subsidiando políticas de saúde baseadas em evidências.

Embora o cronograma detalhado da obra ainda dependa de trâmites administrativos, a confirmação dos recursos federais assegura o início do processo licitatório. A expectativa é de que, uma vez concluída, a central opere 24 horas por dia, com equipe multidisciplinar composta por médicos reguladores, enfermeiros, técnicos de enfermagem e operadores de telecomunicações. A mudança deve refletir não apenas na rapidez do atendimento, mas também na segurança dos profissionais e dos usuários.

Com a implantação da Central de Regulação das Urgências, Três Lagoas dá um passo na consolidação de um modelo de resposta ágil e integrado a situações de emergência. O investimento de quase R$ 3 milhões direcionado à infraestrutura reforça a política de fortalecer o atendimento pré-hospitalar e sinaliza a intenção de ampliar o acesso da população a serviços de saúde organizados e coordenados.