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Chuva acumulada de até 60,4 mm e rajadas de 91 km/h marcam fim de semana em cidades de Mato Grosso do Sul

Municípios de Mato Grosso do Sul enfrentaram, nas últimas 48 horas, um quadro de instabilidade caracterizado por volumes elevados de chuva e ventos de intensidade considerada forte. Levantamento do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), vinculado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), mostra que o período compreendido até 7h50 desta segunda-feira (29) foi marcado por registros expressivos tanto de precipitação quanto de rajadas de vento.

O maior acumulado de chuva foi observado em Corguinho, onde os pluviômetros indicaram 60,4 milímetros. Na sequência aparecem Mundo Novo, com 43,2 mm, e Água Clara (Fazenda Peleja), que totalizou 34,6 mm. Também figuram entre os municípios com maior volume de água as cidades de Bandeirantes, com 33,8 mm, e Angélica, com 33 mm.

A capital, Campo Grande, somou 25,6 mm no mesmo intervalo. Outros pontos do Estado, como Paraíso das Águas, Corumbá, Nova Alvorada do Sul, Naviraí e Iguatemi, também registraram chuva significativa, reforçando a abrangência da instabilidade atmosférica sobre o território sul-mato-grossense.

Além da precipitação, o domingo (28) foi marcado por ventos intensos. A maior rajada foi anotada em Nova Andradina, chegando a 91,4 quilômetros por hora. Em Água Clara e Figueirão, o anemômetro registrou velocidade de 75,2 km/h. Velocidades superiores a 60 km/h também foram mensuradas em Alcinópolis, Paraíso das Águas, Paranaíba, Costa Rica e Ribas do Rio Pardo.

Os dados divulgados pelo Cemtec têm como fonte o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a própria rede de monitoramento da Semadesc. A combinação de chuva volumosa e ventos fortes levou o órgão a reiterar o alerta para possíveis transtornos pontuais, tais como queda de árvores, danos à rede elétrica e alagamentos em áreas urbanas suscetíveis.

De acordo com a análise técnica, a distribuição irregular das chuvas na região pode favorecer enxurradas em vias mal drenadas, enquanto as rajadas acima de 60 km/h aumentam o risco de destelhamentos e interrupções temporárias no fornecimento de energia. Embora não tenham sido detalhados casos específicos, o Cemtec recomenda atenção redobrada durante episódios de instabilidade mais severos.

Em Campo Grande, o valor de 25,6 mm acumulados em 48 horas representa parcela significativa da média esperada para o período, contribuindo para a elevação dos níveis de umidade do solo. A prefeitura da capital não divulgou ocorrências relevantes até o início da manhã desta segunda-feira, mas equipes de limpeza e manutenção permanecem de prontidão para eventuais chamados relacionados a quedas de galhos ou obstrução de bocas de lobo.

Nas demais cidades com registros expressivos, as defesas civis municipais monitoram áreas consideradas vulneráveis, como regiões ribeirinhas e bairros de topografia mais baixa, onde a possibilidade de alagamento tende a ser maior. Em Nova Andradina, a intensidade da rajada de 91,4 km/h fez com que a administração local reforçasse orientações sobre a necessidade de poda preventiva de árvores e inspeção de estruturas expostas ao vento, a exemplo de placas e coberturas metálicas.

O Cemtec explica que as condições observadas resultam da combinação entre calor, umidade elevada e a passagem de sistemas de baixa pressão, cenário típico do período de transição entre estações na região Centro-Oeste. A expectativa é de que a atmosfera permaneça suscetível a novos episódios de chuva e vento nos próximos dias, embora a tendência deva ser confirmada em boletins diários emitidos pelo órgão.

No interior, produtores rurais acompanham o comportamento do tempo para ajustar atividades de campo. Volumes como os registrados em Corguinho e Mundo Novo ajudam a recompor a umidade, mas rajadas acima de 70 km/h podem causar acamamento em lavouras e prejuízos pontuais em estruturas de armazenamento. As entidades de assistência técnica recomendam manter equipamentos e instalações devidamente inspecionados.

A Somatório das informações coletadas nos diferentes pontos do Estado reforça o caráter localizado dos fenômenos, comum em eventos convectivos. Enquanto determinadas áreas acumulam mais de 60 mm, outras podem registrar índices inferiores, ainda que sob o mesmo sistema meteorológico. A orientação geral, segundo a Semadesc, é acompanhar as atualizações oficiais e evitar exposição desnecessária durante tempestades.

Os boletins mais recentes do Inmet mantêm o monitoramento contínuo, com possibilidade de novos avisos para Mato Grosso do Sul caso sejam detectadas condições favoráveis a chuva forte ou ventania. Moradores podem consultar as plataformas oficiais para verificar orientações de segurança, além de acionar a defesa civil em situações de emergência.