Lucas Simões, de 9 anos, faleceu na tarde de segunda-feira, 29, depois de sofrer traumatismo craniano no Balneário do Sol, ponto turístico de Bonito, em Mato Grosso do Sul. O menino, que tinha síndrome de Down, estava de férias com o pai e o irmão quando se apoiou em uma mesa de madeira que virou e o atingiu.
A informação foi divulgada pela mãe da criança, Thays Simões, em vídeo publicado nas redes sociais. Segundo ela, o filho brincava no local quando resolveu se pendurar no móvel. A peça tombou, caiu sobre a cabeça da vítima e provocou parada cardíaca imediata. Ainda de acordo com o relato materno, a morte ocorreu praticamente no momento do impacto.
Thays, que é fisioterapeuta e atua com pessoas com síndrome de Down, estava em outra cidade no instante do acidente. Ao ser informada, gravou um depoimento para parentes, amigos e seguidores, pedindo orações e força à família. Ela afirmou que decidiu tornar o caso público para explicar o que aconteceu e agradecer o apoio recebido.
O Corpo de Bombeiros foi acionado logo após a queda da mesa. Na chegada ao balneário, a equipe constatou que Lucas já havia sido colocado em uma ambulância particular e recebia manobras de reanimação cardiopulmonar por socorristas do local. Os militares assumiram o atendimento, identificaram politraumatismo na região da face e encaminharam a criança ao hospital de Bonito. Apesar dos esforços, o óbito foi confirmado logo depois.
Ao longo das horas seguintes, redes sociais foram tomadas por mensagens de solidariedade. Familiares, amigos e pessoas que acompanhavam a rotina de Lucas enviaram condolências e destacaram a alegria e o sorriso do menino. Publicações ressaltaram que, mesmo com a curta idade, ele teria ensinado lições de inclusão e convivência a muitos conhecidos.
A Prefeitura de Bonito emitiu nota oficial lamentando a morte e informando que entrou em contato com a administração do atrativo turístico desde os primeiros instantes. O governo municipal declarou ter oferecido suporte à família e se colocou à disposição para outras formas de auxílio necessárias durante o período de luto.
O Balneário do Sol é um dos pontos mais visitados da região, conhecido pelas áreas de banho no Rio Formoso, estrutura de lazer e mesas de apoio espalhadas em gramados e quiosques. Até o momento, o atrativo não divulgou comunicado público detalhando as circunstâncias da ocorrência nem eventuais medidas de segurança a serem adotadas.
Os bombeiros não informaram se área do acidente foi isolada para perícia ou se haverá investigação sobre condições de manutenção dos móveis disponíveis aos visitantes. A Polícia Civil deve ser notificada para apurar eventuais responsabilidades, procedimento padrão em casos de morte acidental em locais abertos ao público.
Lucas estudava no ensino fundamental em Campo Grande, capital sul-mato-grossense, onde vivia com a mãe. O pai e o irmão residem na mesma cidade e organizavam a viagem de férias havia algumas semanas. Segundo parentes, a programação incluía passeios por cachoeiras e balneários de Bonito, destino famoso pelo ecoturismo.
Até a manhã desta terça-feira, os familiares ainda não haviam informado detalhes sobre velório e sepultamento. Amigos próximos se mobilizaram para prestar homenagens pessoais e ajudar na logística de traslado, caso fosse necessário.
O caso reacende discussões sobre protocolos de segurança em espaços recreativos que recebem grande fluxo de visitantes, especialmente crianças. A orientação de especialistas costuma incluir inspeção periódica de móveis, brinquedos e estruturas de apoio, além de sinalização sobre riscos de uso inadequado. Nenhuma autoridade, porém, atribuiu formalmente responsabilidade pelo ocorrido até o momento.
Com o registro do Corpo de Bombeiros e a nota da Prefeitura, o acidente passa a integrar as estatísticas de atendimentos a emergências em áreas de lazer do estado. Órgãos públicos e operadores turísticos recomendam que adultos redobrem a supervisão de menores, principalmente em ambientes com instalações que possam tombar ou desprender-se com o peso de uma criança.
Enquanto aguardam a conclusão de eventuais inquéritos, parentes de Lucas pedem privacidade para lidar com a perda. A mãe reiterou, em nova publicação, que pretende manter viva a memória do filho por meio de ações de conscientização sobre inclusão de pessoas com síndrome de Down.









