A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande programa para esta segunda-feira, 5, uma nova etapa da borrifação ultrabaixo volume (UBV), prática popularmente conhecida como fumacê. A intervenção tem como alvo o Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão de arboviroses como dengue, Zika e Chikungunya. As pulverizações serão conduzidas pelas equipes da Gerência de Controle de Endemias Vetoriais (GCEV), que percorrerão três bairros da capital sul-matogrossense entre 16h e 22h.
Segundo a Sesau, o roteiro inclui vias dos bairros Universitário, Alves Pereira e Centro Oeste. O ponto de partida no Universitário será o cruzamento da Rua Mena Barreto com a Rua Elvira Matos de Oliveira, número 453. No Alves Pereira, os agentes iniciarão o percurso na esquina da Rua Agostinho Bacha com a Rua Palaguás, número 456. Já no Centro Oeste, a pulverização começará na Rua Jabuti, altura do número 459, próximo ao encontro com a Rua Jundiaí. Em todos os trechos, o inseticida será liberado de forma contínua para atingir mosquitos adultos, com ênfase nas fêmeas, que são as responsáveis pela picada e consequente transmissão das doenças.
Para ampliar a eficiência da operação, a secretaria orienta que os moradores abram portas e janelas durante a passagem dos veículos. A medida permite que as partículas do inseticida alcancem pontos internos das residências onde o Aedes aegypti costuma se abrigar, como locais escuros e próximos a recipientes com água parada. A colaboração dos moradores é considerada fundamental para potencializar o alcance do produto e, ao mesmo tempo, reduzir a população do vetor na região.
O cronograma poderá sofrer alterações em caso de chuva, ventos fortes ou neblina. Essas condições climáticas dificultam a dispersão correta do inseticida no ambiente e, por isso, a Sesau mantém o monitoramento do tempo ao longo do dia. Caso o serviço precise ser suspenso, uma nova data será definida e divulgada pela pasta.
Embora o objetivo principal seja eliminar o Aedes aegypti, o produto químico utilizado pode atingir outras espécies de mosquitos presentes no ambiente. De acordo com a Sesau, a aplicação em ultrabaixo volume permite que a quantidade de inseticida liberada seja rigorosamente controlada, minimizando impactos desnecessários e garantindo a segurança da população. Os técnicos responsáveis pelos veículos seguem protocolos padronizados para assegurar uma distribuição homogênea do produto ao longo do trajeto.
Além da aplicação do fumacê, a secretaria reforça a importância das medidas de prevenção adotadas pelos próprios moradores. Entre as recomendações estão eliminar recipientes que possam acumular água, manter caixas-d’água devidamente tampadas, limpar calhas, descartar pneus inutilizados de forma adequada e verificar periodicamente vasos de plantas e reservatórios em quintais. A remoção de criadouros do mosquito dentro dos domicílios complementa o trabalho das equipes de campo e contribui para reduzir o risco de novos focos.
O período de maior incidência de arboviroses geralmente coincide com a estação chuvosa, condição que favorece a formação de depósito de água parada e, consequentemente, a proliferação do Aedes aegypti. A Sesau enfatiza que o combate ao vetor requer ações contínuas e integradas entre a gestão pública e a comunidade local. A aplicação do fumacê é considerada uma estratégia pontual para reduzir a densidade de mosquitos adultos em áreas específicas, enquanto as ações educativas e de mobilização social buscam um efeito duradouro no controle da infestação.
A secretaria disponibiliza ainda canais de atendimento para que a população informe eventuais locais com grande concentração de mosquitos ou possíveis focos do Aedes aegypti. As informações recebidas são avaliadas pelas equipes técnicas, que podem inserir os endereços nas próximas rotas de fumacê ou programar vistorias domiciliares. Dessa forma, a atualização dos mapas de risco é contínua, permitindo intervenções mais direcionadas e eficientes.
Com o reforço desta segunda-feira, a Sesau reafirma o compromisso de intensificar a vigilância entomológica e a resposta rápida em Campo Grande. A pasta destaca que a redução dos casos de dengue, Zika e Chikungunya depende da soma de esforços entre poder público e cidadãos, sobretudo nos bairros com maior concentração de criadouros e histórico de notificações de arboviroses.









