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PRF apreende reboque com sinais identificadores adulterados na BR-262 em Água Clara

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na manhã desta quarta-feira (7), um reboque com sinais identificadores adulterados durante fiscalização de trânsito no quilômetro situado em Água Clara, município localizado no interior de Mato Grosso do Sul. A abordagem, realizada na BR-262, alcançou um caminhão que tracionava o equipamento posteriormente retido.

Segundo as informações confirmadas pela corporação, os agentes efetuavam verificação de rotina quando determinaram a parada do conjunto veicular. No primeiro contato, a equipe checou a documentação apresentada pelo condutor e, em seguida, iniciou vistoria minuciosa na parte externa do reboque, etapa na qual foram constatadas irregularidades nos elementos que permitem a comprovação de procedência e autenticidade do implemento rodoviário.

Durante a inspeção física, os policiais identificaram que os sinais normalmente gravados em pontos estruturais do reboque apresentavam indícios de alteração. Após essa constatação, o veículo foi submetido a consultas nos sistemas de informação usados pela PRF. O cruzamento de dados confirmou que o reboque possuía restrição judicial de circulação, situação que impede seu deslocamento em vias públicas sem autorização específica.

Além da restrição já registrada, o levantamento apontou que o licenciamento do equipamento estava vencido desde o ano de 2022. Com base nessa soma de inconformidades, a equipe procedeu à apreensão imediata tanto do reboque quanto do caminhão-trator, garantindo assim a retirada do implemento adulterado da rodovia e prevenindo riscos relacionados ao uso de veículo em condição irregular.

O motorista abordado informou aos policiais que trabalha para uma empresa proprietária do conjunto e alegou desconhecimento sobre qualquer adulteração ou pendência judicial vinculada ao implemento. Depois de formalizar sua declaração no local, ele foi conduzido, na condição de testemunha, até a Delegacia da Polícia Civil em Água Clara. Os dois veículos foram encaminhados à mesma unidade para adoção dos procedimentos cabíveis.

Conforme a legislação vigente, a adulteração de sinais identificadores caracteriza infração penal e administrativa. Embora o enquadramento jurídico do caso seja definido pela Polícia Civil, a PRF reforçou, durante a ocorrência, que o bloqueio judicial, somado ao licenciamento expirado, inviabiliza a circulação do reboque em qualquer trecho rodoviário do país. Tais fatores fundamentaram a decisão de apreender os veículos no próprio ponto de fiscalização.

A BR-262 é uma das principais rotas de transporte na região centro-oeste, ligando diferentes polos econômicos. Operações de fiscalização desenvolvidas pela PRF ao longo desse corredor visam conferir a regularidade documental, estrutural e de segurança dos veículos pesados que trafegam diariamente pelo trajeto. No caso específico registrado em Água Clara, a vistoria direcionada ao implemento permitiu a detecção imediata de alterações, situação que poderia passar despercebida sem uma checagem detalhada.

Após a apresentação dos veículos e do motorista à autoridade policial judiciária, caberá à Delegacia de Polícia Civil instaurar inquérito para esclarecer as circunstâncias que resultaram na adulteração e na manutenção de restrição judicial sem a devida comunicação. A empresa citada pelo condutor como responsável pela propriedade do reboque poderá ser intimada ao longo da investigação para fornecer informações sobre a origem do implemento, histórico de manutenção e eventual ciência das irregularidades.

Paralelamente à esfera criminal, a situação do licenciamento vencido desde 2022 será comunicada ao órgão executivo de trânsito competente. Caso o reboque tenha pendências de tributos ou multas em aberto, o proprietário deverá regularizar todos os débitos para recuperação do documento de licenciamento anual. Sem essa regularização, a liberação do veículo permanece suspensa, independentemente do andamento das investigações sobre a adulteração.

Ao final da ocorrência, a PRF reiterou que a fiscalização de sinais identificadores integra a rotina de segurança viária, justificando abordagens direcionadas mesmo quando a documentação inicial parece em ordem. A corporação mantém operações diárias em rodovias federais para coibir crimes relacionados a veículos, prevenir acidentes e assegurar que unidades de transporte em circulação atendam às exigências técnicas e legais.

Até o momento, não há indicação de que outras pessoas estejam envolvidas diretamente na adulteração do reboque apreendido em Água Clara. Contudo, a continuidade das apurações poderá ampliar o escopo da investigação, caso surjam novos elementos sobre a participação de terceiros, a procedência do equipamento ou eventuais benefícios obtidos com a circulação de um veículo sob restrição judicial.