O Governo de Mato Grosso do Sul oficializou, nesta quinta-feira (9), a nomeação do perito criminal Nelson Fermino Júnior para o cargo de coordenador-geral de Perícias, posto máximo da Polícia Científica no Estado. A designação consta do Decreto P nº 5, publicado no Diário Oficial e assinado pelo governador em exercício, José Carlos Barbosa, conferindo efeito imediato à mudança.
Com a posse, a estrutura administrativa da Coordenadoria de Perícias passa por um processo de reorganização que envolve ajustes estratégicos na equipe técnica e na gestão interna. De acordo com o Executivo estadual, a reformulação tem como foco modernizar procedimentos, elevar a eficiência das unidades e valorizar os profissionais que atuam na produção de provas científicas para a segurança pública sul-mato-grossense.
Perfil do novo coordenador
Nascido em Bauru (SP), Nelson Fermino Júnior é perito criminal desde 2000 e acumula mais de 25 anos de experiência na área. É graduado em Farmácia e Bioquímica, além de possuir especializações em Genética Forense e em Gestão da Segurança Pública. A formação técnica foi complementada por atuação em diversos núcleos da Polícia Científica, o que construiu um currículo orientado tanto para a prática pericial quanto para a administração de equipes.
Ao longo da carreira, Fermino Júnior exerceu funções em diferentes frentes. No Núcleo Regional de Criminalística de Naviraí, atuou em perícias de campo; no Núcleo de Perícias Externas do Instituto de Criminalística, coordenou procedimentos de investigação científica; e, no Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF), comandou divisões responsáveis por projetos vinculados a exames laboratoriais complexos. Posteriormente, foi diretor do Departamento de Apoio às Unidades Regionais (DAUR) durante seis anos, onde acompanhou a implementação de políticas de capacitação e logística para os peritos distribuídos pelo interior do Estado.
Experiência em gestão pública
Além da trajetória estritamente técnica, o novo coordenador-geral já possui experiência administrativa no âmbito da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Ele chefiou, anteriormente, a própria Coordenadoria de Perícias, participou de atividades de apoio institucional na Sejusp e, nos últimos três anos, ocupava o cargo de coordenador-geral adjunto. Esse histórico administrativo contribui para a continuidade de programas em andamento, considerados prioritários pelo governo, como a digitalização de laudos e a ampliação de laboratórios especializados.
Com a designação, Fermino Júnior deixa a função de adjunto para reassumir o comando da Polícia Científica. Segundo o governo, a expectativa é manter o ritmo de modernização, reforçar protocolos baseados em evidências e assegurar condições de trabalho adequadas aos cerca de 500 servidores, entre peritos criminais, médicos-legistas, papiloscopistas e pessoal de apoio.
Nova composição da liderança
A reestruturação anunciada inclui, ainda, a nomeação do perito médico-legista classe especial Carlos Idelmar de Campos Barbosa para o cargo de coordenador-geral adjunto, com símbolo DAPC-2. Até então, Carlos Barbosa chefiava uma divisão no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), unidade responsável por necropsias e exames de corpo de delito em Campo Grande. A presença dele na cúpula da Polícia Científica é avaliada pelo governo como um reforço na interlocução entre os diferentes institutos que compõem a Coordenadoria.
Com as mudanças, a estrutura de comando pretende fortalecer projetos de integração tecnológica, implantação de protocolos padronizados em todo o Estado e expansão de unidades regionais. Entre as metas anunciadas estão a atualização do parque de equipamentos para exames toxicológicos, a aquisição de sistemas de biometria de última geração e a oferta de cursos de capacitação continuada para servidores.
Base legal e efeitos
Os atos de nomeação obedecem às disposições da Lei Complementar nº 114/2005, que organiza a carreira da Polícia Científica, e suas alterações introduzidas pela Lei Complementar nº 217/2016. A publicação no Diário Oficial assegura vigência imediata às medidas, sem necessidade de confirmação ulterior pela Assembleia Legislativa.
Ao assumir o novo posto, Nelson Fermino Júnior destacou que a prioridade da gestão será manter a excelência técnica das perícias e garantir a execução de projetos de modernização já iniciados. Conforme informou o governo, a agenda para os próximos meses inclui a conclusão da reforma de laboratórios em Campo Grande, o início de obras de adequação em unidades do interior e a ampliação de convênios com instituições de ensino superior para desenvolvimento de pesquisas aplicadas.
O Executivo estadual também reforçou que a reorganização faz parte de um planejamento mais amplo para a área de segurança pública, que envolve integração entre Polícia Científica, Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. A meta é fortalecer a produção de provas e reduzir o tempo de resposta em investigações, ampliando a capacidade de elucidação de crimes.
Com a nova composição na cúpula, a Polícia Científica passa a contar, portanto, com uma dupla de gestores que reúnem experiência em perícia de campo, laboratórios especializados e administração pública. O governo avalia que essa combinação de competências será essencial para conduzir a instituição em um cenário de demandas cada vez mais complexas e tecnicamente exigentes.









