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Procon de Três Lagoas compara preços e aponta diferenças significativas em 92 itens de material escolar

O Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de Três Lagoas (Procon-TL) divulgou uma pesquisa que mapeia os preços de material escolar na cidade para o ano letivo de 2026. O levantamento, realizado de 5 a 13 de janeiro, abrangeu 92 produtos solicitados com frequência pelas escolas e constatou variações expressivas de valores entre os estabelecimentos avaliados.

Ao todo, seis papelarias do município participaram do estudo. Técnicos do Procon-TL coletaram os preços apresentados nas prateleiras, sem considerar promoções relâmpago ou programas de fidelidade, a fim de estabelecer uma comparação uniforme. Entre os itens pesquisados estão cadernos universitários, lápis grafite, canetas esferográficas, colas líquidas, papéis diversos, pastas plásticas e tintas para pintura, produtos presentes na maioria das listas escolares.

Os resultados mostram que o mesmo artigo pode custar menos da metade do preço praticado em outra loja. Segundo o Procon-TL, essas discrepâncias reforçam a importância de pais e responsáveis consultarem diferentes pontos de venda antes de finalizar a compra, especialmente quando a lista de material é extensa e envolve produtos de maior valor unitário, como mochilas ou conjuntos de tinta guache.

Economia para o orçamento familiar

De acordo com o órgão de defesa do consumidor, a variação de preços tem impacto direto no planejamento financeiro das famílias. Para muitos responsáveis, o período de volta às aulas representa um aumento considerável nas despesas, e a pesquisa detalhada de preços pode aliviar parte desse peso. O levantamento sugere que, ao optar por itens mais baratos em cada categoria, o consumidor consegue reduzir significativamente o valor total da compra, sem abrir mão dos produtos exigidos pelas instituições de ensino.

Orientações ao consumidor

Além de reunir os valores, o Procon-TL reforça recomendações para garantir uma compra segura. Entre elas estão a verificação da qualidade dos produtos, a exigência de nota fiscal e a conferência da lista fornecida pela escola. O órgão lembra que a legislação proíbe a cobrança de materiais de uso coletivo ou produtos de limpeza que não guardem relação direta com as atividades pedagógicas. Caso o consumidor identifique exigências inadequadas, pode solicitar esclarecimentos à instituição e, se necessário, acionar os canais de atendimento do Procon-TL.

Outra orientação diz respeito a embalagens e rótulos. O consumidor deve conferir se constam informações sobre composição, faixa etária indicada, selo de conformidade do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e data de validade, quando aplicável. Esses detalhes são essenciais para a segurança de crianças e adolescentes que utilizarão o material ao longo do ano.

Metodologia do levantamento

Para garantir a confiabilidade dos dados, o Procon-TL padronizou a coleta de preços. Em cada um dos seis estabelecimentos, os servidores registraram o menor valor unitário de cada item, considerando a mesma marca, peso ou número de folhas. Quando determinada marca não estava disponível em uma loja, a comparação passou para o item equivalente de outra marca, anotando a ausência no relatório. Ao final, foi calculada a média de preços e identificada a maior e a menor oferta em cada categoria.

A pesquisa não incluiu compras pela internet nem promoções válidas para clientes cadastrados em programas específicos, porque tais condições variam em tempo real e poderiam distorcer a comparação. Dessa forma, o levantamento reflete o preço de balcão, aquele que o consumidor encontra ao chegar à papelaria sem descontos adicionais.

Acesso aos resultados

A lista completa, com a relação de produtos, marcas, valores mínimos, máximos e médios, está disponível para consulta no site do Procon-TL. O documento também informa o endereço e o horário de funcionamento das papelarias participantes. Segundo o órgão, a divulgação visa oferecer transparência e estimular a livre concorrência, beneficiando consumidores e comerciantes.

Caso encontrem divergências entre os valores divulgados e os praticados na data da compra, os consumidores podem comunicar o Procon-TL, que se compromete a verificar possíveis irregularidades. Reclamações podem ser registradas presencialmente na sede do órgão ou pelos canais de atendimento telefônico e eletrônico.

Com as aulas de 2026 se aproximando, o Procon-TL recomenda que pais e responsáveis iniciem a pesquisa o quanto antes, aproveitando a maior disponibilidade de itens nas prateleiras e evitando filas de última hora. A estratégia, segundo o órgão, aumenta as chances de encontrar preços menores e facilita o parcelamento quando necessário.

O Procon-TL reafirma que continuará monitorando o mercado local durante a temporada de volta às aulas. Novos relatórios podem ser emitidos caso surjam variações relevantes ou denúncias de práticas abusivas. Enquanto isso, a orientação principal permanece: comparar preços, verificar a lista da escola e exigir nota fiscal são medidas essenciais para uma compra consciente e alinhada à legislação vigente.