Um frentista de 53 anos sofreu diversos ferimentos após ser atingido por golpes de uma chave de rodas na noite de quarta-feira (14) em um posto de combustíveis situado às margens da BR-158, nas proximidades do rio Sucuriú, em Três Lagoas (MS). O agressor, identificado como borracheiro, foi preso minutos depois quando tentava escapar em uma motocicleta.
De acordo com relatos de testemunhas que estavam no pátio do posto e no restaurante anexo, vítima e suspeito iniciaram uma discussão motivada por questões pessoais. O desentendimento rapidamente ganhou intensidade, culminando em agressões físicas. Durante o conflito, o borracheiro pegou uma chave de rodas, usada normalmente na troca de pneus, e desferiu vários golpes contra o frentista.
Motoristas de caminhão, clientes e colegas de trabalho intervieram na tentativa de separar os envolvidos. Enquanto isso, um funcionário acionou a Polícia Militar. Mesmo com a mobilização de quem estava próximo, o agressor conseguiu montar em uma Honda Biz e deixou o local antes da chegada da viatura.
O frentista apresentava dificuldades respiratórias, sinais de grande agitação e queixava-se de fortes dores na região torácica. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamada e prestou os primeiros socorros ainda no posto. Havia suspeita de fratura em uma das costelas, porém, segundo informações médicas iniciais, o quadro era estável e não representava risco de morte imediata.
A Força Tática da Polícia Militar iniciou buscas pela rodovia e estradas de acesso próximas. O suspeito foi localizado nas imediações da rotatória da MS-320, a poucos quilômetros do ponto da agressão. Ao ser abordado, não ofereceu resistência. Os policiais o conduziram de volta ao posto para reconhecimento e coleta de depoimentos preliminares.
Durante a condução, o borracheiro afirmou ter dispensado a chave de rodas nas proximidades de uma lagoa situada às margens da BR-158. Agentes realizaram varredura no local indicado, mas o objeto não foi encontrado. A ferramenta, considerada peça fundamental para a investigação, permanece desaparecida.
Com base nas informações obtidas no local e nos relatos de testemunhas, o caso foi registrado, em princípio, como lesão corporal dolosa. A Delegacia de Polícia Civil de Três Lagoas ficará responsável pela continuidade das apurações. Entre os próximos passos, estão a coleta de imagens de câmeras de segurança do posto, o laudo de lesões corporais da vítima e a tentativa de encontrar a ferramenta utilizada na agressão.
Segundo a legislação, a penalidade para lesão corporal pode variar conforme a gravidade dos ferimentos e circunstâncias agravantes, incluindo o uso de objeto que aumente o potencial ofensivo. A eventual comprovação de fratura de costela poderá influenciar a classificação do delito e o enquadramento jurídico do agressor.
Na noite do incidente, o movimento de veículos era considerado normal para a região, que funciona como um corredor de tráfego pesado entre diferentes municípios do leste de Mato Grosso do Sul. O posto de combustíveis, localizado próximo a ponto de parada de caminhoneiros, permaneceu aberto após a ocorrência, mas as operações de abastecimento foram parcialmente interrompidas até o término da perícia.
Familiares do frentista acompanharam o atendimento médico e relataram que ele não possuía histórico de conflitos no ambiente de trabalho. Colegas informaram que o desentendimento entre vítima e suspeito teria começado fora do horário de serviço e se estendido até o momento da agressão.
A Polícia Civil aguarda a conclusão do prontuário médico e o depoimento formal da vítima para complementar o inquérito. O borracheiro permaneceu detido e, após passar por exames de corpo de delito, foi encaminhado para a unidade prisional de Três Lagoas, onde ficará à disposição da Justiça.
Até a última atualização das autoridades, o estado de saúde do frentista era estável, e ele seguia em observação para avaliar possíveis complicações decorrentes dos impactos sofridos no tórax. A investigação continua para esclarecer integralmente as circunstâncias do caso e localizar a ferramenta utilizada na agressão.









