Uma mulher foi presa por receptação na noite de 14 de janeiro de 2026, em Paranaíba, município do leste de Mato Grosso do Sul. A detenção foi efetuada por equipes de Radiopatrulha do 13º Batalhão da Polícia Militar (13º BPM) após a localização de uma motocicleta com registro ativo de furto ou roubo.
A ocorrência começou por volta das 22h, quando a central de operações recebeu denúncia de possível violência doméstica em uma residência do bairro Jardim Paineiras. No endereço indicado, os policiais encontraram um casal em discussão. Segundo a corporação, ambos aparentavam ter consumido entorpecentes e apresentavam comportamento agressivo. Entrevistados separadamente, a mulher negou ter sofrido agressões físicas e declarou não desejar representar criminalmente contra o companheiro. Diante da negativa, os militares orientaram as partes e deixaram o local.
Minutos depois, durante patrulhamento nas proximidades, a mesma guarnição avistou a mulher empurrando uma motocicleta que exibia sinais de danos recentes. Ao ser abordada, ela afirmou que o veículo pertencia ao casal e relatou que ambos teriam sofrido uma queda. A versão não convenceu os policiais, que decidiram conferir a procedência da moto.
Na verificação dos elementos identificadores, os agentes observaram características compatíveis com veículos adquiridos em leilões, mas prosseguiram com a consulta detalhada ao banco de dados de segurança pública. O sistema confirmou que a motocicleta possuía registro ativo de furto/roubo, circunstância que mudou a natureza da ocorrência para crime de receptação.
Confrontada com a informação, a mulher declarou ter adquirido o veículo de um terceiro e disse ter efetuado o pagamento em duas parcelas em dinheiro. Diante do flagrante, recebeu voz de prisão e foi conduzida à Delegacia de Polícia Civil de Paranaíba. Durante o trajeto, demonstrou forte alteração emocional e agressividade, motivo pelo qual foi transportada no compartimento de segurança da viatura, conforme procedimento padrão.
Já na unidade policial, a detida alterou sua versão inicial e tentou transferir a responsabilidade da compra para o companheiro, alegando que a negociação teria sido feita por ele. No entanto, os militares relataram a confissão anterior e ressaltaram que ela foi flagrada na posse direta do veículo. Com base nesses elementos, a autoridade de plantão manteve a prisão em flagrante por receptação.
A motocicleta foi apreendida e entregue à Polícia Judiciária para perícia e demais trâmites legais. Após a conclusão dos procedimentos, o bem deverá ser devolvido ao proprietário legítimo, conforme previsão da legislação vigente.
O 13º BPM informou que o caso reforça a importância de checar a documentação antes de adquirir veículos usados, especialmente aqueles vendidos fora de concessionárias ou revendas regularizadas. A corporação destacou ainda que a receptação, mesmo quando alegadamente sem conhecimento da origem ilícita, é crime previsto no artigo 180 do Código Penal e pode resultar em pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa.
Até o momento, o companheiro da suspeita não foi localizado para prestar esclarecimentos sobre a possível participação na aquisição da motocicleta. A Polícia Civil continua investigando a origem do veículo e eventuais envolvidos na cadeia de receptação.
A mulher permanece à disposição do Poder Judiciário e aguarda decisão sobre eventual concessão de liberdade provisória. Enquanto isso, a motocicleta segue custodiada pela autoridade policial, que deve concluir a documentação necessária para a restituição ao dono, tão logo confirmada sua titularidade.









