Uma ação integrada da Polícia Civil e da Polícia Militar desativou, na manhã desta terça-feira, três locais utilizados para o comércio de entorpecentes no Condomínio Ema, em Três Lagoas, interior de Mato Grosso do Sul. A operação, iniciada por volta das 11h, foi conduzida por equipes da 3ª Delegacia de Polícia após série de denúncias anônimas que apontavam movimentação constante de usuários nas passarelas do conjunto habitacional.
Segundo as corporações, moradores relataram que o fluxo de pessoas em busca de crack gerava sensação de insegurança e comprometia a tranquilidade do condomínio. Diante das informações, investigadores e policiais militares realizaram diligências que culminaram na identificação de três apartamentos, localizados em blocos distintos, utilizados para o tráfico.
No primeiro endereço, situado no Bloco C, os agentes surpreenderam dois homens manipulando entorpecentes dentro do imóvel. A dupla tentou fugir, mas foi contida ainda no interior do prédio. Durante a busca, foram apreendidas porções de crack, cocaína e maconha, além de dinheiro em espécie, balanças de precisão, telefones celulares, um liquidificador empregado no preparo das drogas e material para fracionamento e embalagem. A polícia informou que o apartamento não servia como moradia, funcionando exclusivamente como ponto de venda.
O segundo ponto foi localizado no Bloco P. Na entrada do apartamento, um homem foi abordado portando pequenas quantidades de crack e cocaína. Dentro do imóvel, os policiais encontraram outras porções já prontas para a distribuição, bem como plástico filme, lâminas e demais utensílios usados para acondicionar os entorpecentes.
O terceiro alvo da operação, no Bloco O, era ocupado por uma mulher. Ela foi abordada com pedras de crack e autorizou a fiscalização no interior do apartamento. Lá, os agentes localizaram mais drogas escondidas, dinheiro, celulares e um caderno com anotações que indicariam controle de vendas e dívidas de clientes.
Ao todo, quatro pessoas — três homens e uma mulher — foram presas em flagrante. Todo o material apreendido foi recolhido e encaminhado, juntamente com os suspeitos, à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC) de Três Lagoas. Eles permanecem à disposição do Poder Judiciário e poderão responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
De acordo com a Polícia Civil, as substâncias encontradas nos três apartamentos apresentavam padrão semelhante de embalagem, o que levanta a hipótese de que os pontos mantinham ligação entre si ou eram abastecidos por um mesmo fornecedor. Essa possibilidade será aprofundada nas investigações, que seguem em andamento para identificar outros envolvidos e esclarecer a cadeia de distribuição.
A operação reforça o trabalho conjunto entre as forças de segurança estaduais no combate ao tráfico em áreas residenciais. A Polícia Civil destaca que informações repassadas pela população foram determinantes para o desfecho da ação. Denúncias anônimas podem ser encaminhadas, com garantia de sigilo, pelo número de WhatsApp (67) 99991-6698.
Em nota, as autoridades reiteraram o compromisso de intensificar fiscalizações em locais onde o comércio de drogas compromete a ordem pública, lembrando que a colaboração dos moradores é fundamental para identificar e desarticular pontos de venda.
Os entorpecentes apreendidos serão periciados, e o resultado dos laudos será anexado ao inquérito policial. Caso novos participantes sejam identificados, diligências complementares poderão ser deflagradas no condomínio ou em outros bairros de Três Lagoas.
Até o momento, não foi divulgado o total em dinheiro recolhido nem a quantidade exata de cada tipo de droga apreendida. A Polícia Civil informou apenas que todos os materiais de preparo, embalagens e instrumentos utilizados para a fracionar os entorpecentes foram catalogados e enviados ao setor responsável para subsidiar o processo judicial.
O condomínio Ema já havia sido alvo de ações anteriores, mas, segundo os investigadores, as denúncias recentes indicavam crescimento da atividade criminosa nos últimos meses. A expectativa é de que o fechamento dos três pontos interrompa temporariamente o fornecimento de drogas na região, enquanto a polícia trabalha para identificar outros locais de armazenamento ou distribuição.









