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Programa Gás do Povo passa a ofertar recarga gratuita de gás de cozinha para famílias de baixa renda em Campo Grande

A partir da próxima segunda-feira, 26, Campo Grande passa a participar do Programa Gás do Povo, política pública do Governo Federal que concede a recarga gratuita do botijão de 13 quilos a famílias em situação de vulnerabilidade. A capital sul-mato-grossense integra o grupo de 17 capitais incluídas na segunda fase da iniciativa, que pretende contemplar aproximadamente 26 mil domicílios no município.

O benefício é direcionado a famílias registradas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) com renda per capita de até meio salário mínimo e cujos dados tenham sido atualizados nos últimos 24 meses. O critério busca assegurar que a seleção considere informações recentes sobre a condição socioeconômica dos beneficiários, garantindo maior precisão na destinação dos recursos.

A recarga gratuita do botijão será concedida em intervalos escalonados, de acordo com o tamanho familiar. Núcleos com quatro ou mais pessoas terão direito a uma recarga a cada dois meses. Já lares compostos por dois ou três integrantes poderão realizar a troca a cada três meses. Esse escalonamento foi definido para equilibrar a frequência de distribuição à demanda média de consumo de cada perfil doméstico.

Para efetuar a retirada, o responsável familiar deve apresentar o CPF em uma revenda de gás credenciada. No local, receberá uma senha de validação enviada por SMS, que autoriza a entrega do botijão sem custo. Como alternativa, quem dispõe do cartão Bolsa Família com chip pode usá-lo diretamente no terminal do estabelecimento para concluir o procedimento, dispensando o código por mensagem de texto.

O aplicativo Meu Social concentra as principais funções do programa: consulta de elegibilidade, verificação da validade dos vales disponíveis e localização das revendas participantes por bairro. A ferramenta foi criada para simplificar o acesso às informações e evitar deslocamentos desnecessários de quem ainda não confirmou se tem direito ao benefício.

Além de aliviar o orçamento dos lares contemplados, a iniciativa tem como objetivo reduzir o uso de fontes de combustão consideradas perigosas, como lenha, carvão e álcool, ainda presentes em parte das residências de baixa renda. O Governo Federal entende que substituir esses insumos pelo gás de cozinha melhora a segurança doméstica e contribui para a saúde dos moradores, que ficam menos expostos a fumaça e queimaduras.

Dúvidas sobre cadastramento, calendário de distribuição ou postos credenciados podem ser esclarecidas pelo Disque Social 121 ou pelo portal do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Ambos os canais oferecem atendimento gratuito e buscam orientar a população sobre os procedimentos necessários para usufruir do direito.

Desde o lançamento, o Programa Gás do Povo adota a estratégia de implantação em etapas. Na primeira fase, já contemplou capitais de diferentes regiões, permitindo ajustes operacionais antes da expansão. Com a entrada de Campo Grande, o governo reforça a meta de ampliar a cobertura geográfica e alcançar o maior número possível de famílias que dependem do gás de cozinha para a preparação de alimentos.

Segundo estimativas oficiais, os cerca de 26 mil domicílios inscritos na capital sul-mato-grossense representam parcela significativa do público apto a receber o auxílio no estado. A expectativa é de que a economia gerada pelo vale reflita diretamente no orçamento familiar, possibilitando a alocação de recursos em outras necessidades básicas, como alimentação e transporte.

O cronograma de entrega seguirá o padrão nacional, com abastecimento contínuo das revendas parceiras para evitar interrupções no atendimento. A confirmação do direito ao benefício, porém, permanece condicionada à manutenção dos critérios de renda e à atualização cadastral dentro do prazo estipulado.

Com a adesão de Campo Grande à segunda fase do Programa Gás do Povo, o Governo Federal dá prosseguimento à política de transferência de renda voltada ao consumo essencial de energia doméstica. A expectativa é que a medida contribua para a redução de desigualdades e garanta maior segurança energética às famílias de menor poder aquisitivo na capital de Mato Grosso do Sul.

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