Um professor de 45 anos foi preso em Antônio João, município localizado a cerca de 150 quilômetros de Dourados, no Mato Grosso do Sul, sob suspeita de cometer o crime de estupro de vulnerável contra alunas de aproximadamente sete anos. A detenção foi realizada por equipes da Delegacia de Polícia da cidade após a expedição de uma ordem judicial decorrente de inquérito que apura condutas de natureza sexual praticadas contra crianças.
De acordo com informações da Polícia Civil, o educador teria se aproveitado da função que exercia em sala de aula para se aproximar das estudantes e, nesse contexto, realizar toques com finalidade libidinosa. Os autos do processo descrevem pelo menos quatro vítimas cuja idade gira em torno de sete anos, todas elas matriculadas na instituição onde o investigado lecionava.
A investigação foi aberta depois que indícios apontaram a possível ocorrência de abusos dentro do ambiente escolar. Com base nos elementos reunidos, a autoridade policial solicitou a prisão preventiva do suspeito, medida que foi acatada pelo Poder Judiciário. Segundo a corporação, a decisão considerou o risco de reiteração criminosa e a necessidade de preservação da integridade das crianças envolvidas.
O caso é tratado como estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, que tipifica qualquer ato de natureza sexual cometido contra pessoa menor de 14 anos. A investigação aponta que o professor teria aproveitado momentos de interação pedagógica para encostar-se nas vítimas de maneira inadequada, fato que, segundo os depoimentos colhidos, se repetiu em diferentes ocasiões.
Nos documentos anexados ao inquérito constam relatos que descrevem o padrão de comportamento adotado pelo suspeito: aproximação gradual das alunas, criação de um ambiente de confiança e, posteriormente, o contato físico descrito pelas crianças. As informações foram confirmadas por testemunhas e por laudos preliminares produzidos durante as diligências.
A Polícia Civil informou ainda que o investigado já havia sido denunciado no início deste ano por outro crime da mesma natureza, também envolvendo vítima considerada vulnerável. Essa reincidência pesou na decisão judicial que determinou a detenção. A medida tem caráter cautelar e objetiva impedir que o investigado tenha acesso às supostas vítimas ou a qualquer criança enquanto o processo está em andamento.
Os agentes responsáveis pelo caso coletaram depoimentos de familiares e de profissionais da unidade de ensino. Materiais didáticos, agendas de aula e registros de frequência foram apreendidos com o objetivo de esclarecer o período em que os abusos teriam ocorrido e identificar possíveis novas vítimas.
A corregedoria da instituição de ensino foi notificada pela polícia sobre os fatos investigados. Entretanto, até o momento, não foram divulgados detalhes sobre eventuais procedimentos internos ou medidas administrativas adotadas contra o servidor. O nome do suspeito não foi revelado em função das restrições legais que protegem a identidade de envolvidos em casos que tramitam sob segredo de justiça.
Após cumprir o mandado de prisão, os policiais encaminharam o professor para a unidade prisional de regime fechado existente na região. Ele permanece à disposição da Justiça estadual enquanto o inquérito prossegue na Delegacia de Antônio João. A previsão é de que os investigadores encaminhem o relatório conclusivo ao Ministério Público assim que todas as oitivas e perícias forem finalizadas.
Segundo a corporação, o próximo passo é concluir as análises de laudos periciais e cruzar informações obtidas nos depoimentos para subsidiar eventual denúncia. As equipes também apuram se houve participação de outras pessoas ou falhas que possam ter contribuído para a continuidade dos abusos.
Os pais das crianças envolvidas foram orientados a manter acompanhamento psicológico para as filhas, medida considerada fundamental pela polícia para reduzir os impactos emocionais decorrentes dos fatos investigados.
O procedimento permanece em segredo de justiça, e novos dados só serão divulgados pelas autoridades conforme o avanço das investigações permitir. Enquanto isso, o professor segue preso preventivamente e poderá responder a processo criminal que, em caso de condenação, prevê pena que varia de 8 a 15 anos de reclusão para cada episódio de estupro de vulnerável.








