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Prefeitura de Campo Grande designa equipe para auditoria especial na Santa Casa

Campo Grande (MS) – Servidores da Prefeitura de Campo Grande passam a integrar, a partir desta semana, a força-tarefa que realizará uma auditoria especial na Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande. A participação municipal foi oficializada pela Resolução Conjunta CGM/SESAU nº 4, assinada em 18 de fevereiro de 2026 pela controladora-geral do Município em exercício, Janeth Aparecida Lins Queiroz, e pelo secretário municipal de Saúde, Marcelo Luiz Brandão Vilela.

A medida une esforços do Executivo municipal e do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul para examinar contratos, repasses financeiros e demais pactuações mantidas entre o hospital e os entes públicos. O objetivo é verificar a aplicação dos recursos transferidos, fortalecer a transparência e assegurar a sustentabilidade dos serviços prestados pela principal unidade hospitalar do Estado.

Composição da equipe municipal

Quatro servidores foram indicados para atuar na auditoria, dois na condição de titulares e dois como suplentes. Os nomes e respectivas funções são:

• Gilberto Antônio de Aquino Gonçalves – matrícula 336351 – auditor de controle interno (titular)
• Janeth Aparecida Lins Queiroz – matrícula 388522 – auditora de controle interno (suplente)
• Mirela Gardenal – matrícula 393939/01 – auditora municipal de Saúde (titular)
• Carolina Vieira Mello Nantes – matrícula 384607/04 – auditora municipal de Saúde (suplente)

Os nomes foram publicados na mesma resolução que autorizou a participação do município na operação. A escolha recaiu sobre profissionais vinculados à Controladoria-Geral do Município (CGM) e à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), órgãos responsáveis pelo controle interno e pela fiscalização de contratos na esfera municipal.

Base legal e integração com o Estado

No âmbito estadual, a iniciativa foi respaldada pela Resolução Conjunta P CGE/SES nº 3, de 13 de fevereiro de 2026, que abriu espaço para a inclusão de representantes municipais na auditoria conduzida pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) e pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). Com a formalização, as apurações serão desenvolvidas de forma integrada, evitando sobreposição de atividades e garantindo troca de informações entre as esferas de governo.

Segundo o texto da resolução municipal, há “interesse comum” em aprimorar o controle dos repasses destinados à Santa Casa. Os administradores defendem que a ação conjunta facilita o levantamento de dados, reduz custos operacionais e amplia a consistência dos relatórios que subsidiarão futuras decisões de gestão.

Escopo e próximos passos

A auditoria focará em contratos de prestação de serviços, convênios, termos de fomento, subvenções sociais e demais instrumentos que envolvam recursos públicos destinados ao hospital. Serão analisados fluxos de pagamento, indicadores de produção, cumprimento de metas assistenciais, prestação de contas e eventuais riscos que possam comprometer a continuidade do atendimento à população.

Embora a resolução tenha entrada em vigor imediata, o documento não detalha cronograma, duração ou etapas específicas. Esses parâmetros serão definidos pelos auditores ao longo da execução, conforme metodologia adotada em conjunto pela CGE, SES, CGM e Sesau. A expectativa inicial é emitir relatórios parciais ao longo do processo e, ao final, consolidar um diagnóstico que oriente ajustes na gestão hospitalar.

Importância estratégica da Santa Casa

A Santa Casa de Campo Grande é referência para urgência e alta complexidade em Mato Grosso do Sul, atendendo pacientes encaminhados pelos 79 municípios do Estado e por regiões vizinhas. O hospital depende significativamente de repasses públicos para custeio de leitos, procedimentos ambulatoriais, cirurgias e manutenção da infraestrutura. Nos últimos anos, tanto a prefeitura quanto o governo estadual ampliaram os aportes financeiros, o que reforçou a necessidade de mecanismos de controle mais rígidos.

Autoridades municipais destacam que o exame das contas busca assegurar o uso racional dos recursos, aumentar a transparência e proteger o interesse social. A iniciativa também pretende identificar oportunidades de melhoria na governança, reduzir desperdícios e garantir que as metas assistenciais contratualizadas sejam cumpridas.

Expectativas dos órgãos de controle

Com a força-tarefa oficialmente instalada, CGE, SES, CGM e Sesau preveem compartilhar bases de dados, relatórios gerenciais e resultados de inspeções anteriores. A cooperação deve agilizar o acesso a documentos internos da instituição, como balanços, notas de empenho, comprovantes de execução de serviços e relatórios de indicadores hospitalares.

Concluída a auditoria, o material produzido servirá de subsídio para decisões administrativas, ajustes em contratos vigentes e, se necessário, adoção de medidas corretivas. Também deverá orientar a formulação de novos instrumentos de repasse, alinhados a parâmetros de desempenho e sustentabilidade financeira.

Enquanto isso, o hospital segue prestando atendimento normalmente. A administração da Santa Casa foi comunicada formalmente sobre o início dos trabalhos e deverá disponibilizar informações, registros e acesso às áreas técnicas requisitadas pelos auditores, conforme previsto na legislação de controle interno e externo.

Sem estimativa divulgada para conclusão, a auditoria especial representa o esforço mais abrangente dos últimos anos para averiguar a aplicação de verbas públicas na principal instituição hospitalar de Mato Grosso do Sul. O resultado esperado é oferecer um diagnóstico preciso que oriente políticas públicas capazes de garantir qualidade assistencial e equilíbrio financeiro à Santa Casa.

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