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Homem de 35 anos é detido em Anastácio por manter três cães desnutridos em casa

Um homem de 35 anos foi preso em flagrante na manhã de quinta-feira (19) em Anastácio, município de Mato Grosso do Sul, após policiais civis localizarem três cães debilitados dentro de uma residência no bairro Cristo Rei. A ação ocorreu depois que a Polícia Civil recebeu uma denúncia relatando supostos maus-tratos praticados contra os animais.

Quando a equipe chegou ao imóvel, encontrou dois machos e uma fêmea presos por cordas curtas, impossibilitados de circular livremente. Segundo o registro policial, nenhum dos cães tinha acesso a água ou alimento e todos apresentavam sinais visíveis de desnutrição. Os agentes constataram que o ambiente estava inadequado à permanência dos animais, o que reforçou a caracterização do crime previsto em lei.

Analisada a situação, a Polícia Civil acionou o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do município para providenciar o resgate. Profissionais do CCZ compareceram ao endereço, recolheram os três cães e iniciaram os primeiros cuidados veterinários ainda no local. Posteriormente, os animais foram levados à sede do órgão, onde permaneceram em observação clínica para avaliação detalhada do estado nutricional e de eventuais outras enfermidades.

De acordo com o procedimento policial, o tutor recebeu voz de prisão imediata e foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Anastácio. Ele foi autuado em flagrante pelo crime de maus-tratos a animais domésticos, tipificado na legislação ambiental brasileira. A norma estabelece pena de reclusão que pode chegar a cinco anos, cumulada com multa, quando comprovada a prática de atos que causem sofrimento, ferimentos ou morte aos animais.

Após o auto de prisão, o homem permaneceu custodiado e à disposição do Poder Judiciário, que decidirá sobre a manutenção ou eventual conversão da prisão em medidas cautelares. Caso seja condenado, além da pena privativa de liberdade e da multa, o tutor poderá ficar proibido de possuir ou cuidar de animais por período determinado pela Justiça, conforme possibilidade prevista em lei.

O Centro de Controle de Zoonoses informou que continuará acompanhando a evolução clínica dos cães. A prioridade é estabilizar o quadro nutricional, realizar exames laboratoriais e garantir vacinação e vermifugação adequadas. Somente após a completa recuperação será analisada a possibilidade de encaminhamento para lares temporários ou adoção definitiva, observados os critérios de bem-estar animal.

Autoridades destacam que denúncias de maus-tratos podem ser feitas de forma anônima, presencialmente ou por telefone, diretamente às delegacias de polícia ou aos órgãos municipais de vigilância sanitária. Segundo a Polícia Civil, esse tipo de relato é fundamental para a rápida apuração de ocorrências envolvendo risco à saúde ou à integridade de animais domésticos ou silvestres.

O caso em Anastácio reforça que manter animais sem alimentação, água, abrigo ou atendimento de saúde configura infração gravíssima prevista na legislação de proteção animal. Órgãos públicos e entidades de defesa recomendam que qualquer suspeita seja comunicada imediatamente, permitindo a intervenção das autoridades competentes e reduzindo o tempo de exposição dos animais a condições adversas.

Até o momento, não há informação sobre audiência de custódia ou eventual estabelecimento de fiança. A investigação prossegue para registrar detalhes adicionais, como o período em que os cães teriam permanecido naquelas condições e possíveis circunstâncias agravantes. Novas diligências poderão incluir depoimentos de vizinhos e análise de prontuários veterinários que auxiliem na quantificação dos danos causados.

Conforme a legislação ambiental, a responsabilização criminal não exclui eventuais sanções administrativas, que podem incluir multas aplicadas pelos órgãos de fiscalização do meio ambiente. Além disso, situações de maus-tratos podem resultar em ações cíveis para reparação de danos e ressarcimento de despesas médicas veterinárias custeadas pelo poder público.

O resgate realizado em Anastácio integra uma série de operações de fiscalização voltadas à proteção animal no estado. A Polícia Civil e o Centro de Controle de Zoonoses reiteram que a colaboração da população é essencial para identificação rápida de cenários de risco, permitindo que medidas preventivas e punitivas sejam adotadas conforme determina a lei.

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