A expansão urbana de Campo Grande, capital sul-matogrossense, tem estimulado a implantação de novos projetos habitacionais. Entre eles está o condomínio Belas Artes, desenvolvido pela Cesari Engenharia, destinado principalmente a compradores que buscam o primeiro imóvel. Localizado na região central da cidade, o empreendimento alia moradia popular a equipamentos de lazer e tem repercussões diretas no mercado de trabalho local.
A construtora chegou a Campo Grande em 2019, quando venceu licitação para executar o projeto. Desde então, concentrou esforços em iniciativas vinculadas ao programa federal Minha Casa Minha Vida, priorizando áreas consideradas estratégicas para quem precisa de acesso facilitado a serviços e infraestrutura urbana. O Belas Artes segue essa diretriz, ao propor unidades habitacionais próximas ao Centro, com custo compatível às famílias de renda intermediária contempladas pelo programa.
O empreendimento adota como diferencial a presença de áreas verdes e de convivência distribuídas entre os blocos residenciais. A proposta inclui academia, pista de caminhada, espaço infantil e um pequeno centro comercial (mall) voltado a lojas de conveniência. Segundo a empresa, esses recursos pretendem oferecer praticidade no cotidiano, evitando longos deslocamentos para atividades de lazer ou compras básicas.
Além dos benefícios ao futuro morador, as obras impactam o setor econômico regional. No estágio atual, o canteiro emprega aproximadamente 200 trabalhadores diretos, em funções que vão de pedreiro a engenheiro, e gera cerca de 300 vagas indiretas em cadeia de suprimentos, transporte e serviços correlatos. A Cesari Engenharia mantém oportunidades abertas em diferentes frentes da construção civil e orienta candidatos a entregar currículo no local das obras, situado no próprio terreno do condomínio.
O cronograma aprovado junto à Caixa Econômica Federal prevê a conclusão da primeira fase até o fim deste ano. Nessa etapa serão entregues as primeiras torres e as estruturas de convivência essenciais. As fases seguintes, ainda em planejamento, dependerão de liberações financeiras subsequentes, mas a construtora afirma trabalhar para manter o ritmo de execução sem atrasos significativos.
Alinhada à política de moradia popular, a companhia segue avaliando terrenos em outras regiões da capital. A intenção é lançar novos projetos a partir de 2026, ampliando a oferta de unidades financiáveis no âmbito do Minha Casa Minha Vida. A identificação de áreas aptas leva em conta proximidade de corredores de transporte coletivo, presença de equipamentos públicos e disponibilidade de redes de abastecimento, fatores que reduzem custos operacionais e favorecem a adesão de compradores.
Para o setor da construção civil, o condomínio Belas Artes funciona como indicador de retomada. A demanda por insumos, mão de obra especializada e serviços de apoio cria um ambiente favorável ao fortalecimento de pequenas e médias empresas locais, além de atrair profissionais qualificados vindos de outros municípios. Instituições ligadas ao ensino técnico observam crescimento na procura por cursos voltados à edificação e à manutenção predial, reflexo da necessidade de formar trabalhadores aptos a suprir vagas imediatas.
O mercado imobiliário também acompanha a evolução do projeto. Imobiliárias da cidade registram aumento na busca por informações sobre financiamento, prazos de entrega e valor de metragem no Belas Artes. O interesse maior parte de famílias que ainda não possuem imóvel próprio e veem no programa federal a oportunidade de entrada facilitada. Para esse público, a localização central é fator decisivo, pois reduz a dependência de transporte particular e aproxima escolas, unidades de saúde e comércio.
Enquanto a construção avança, a empresa reforça a intenção de replicar o modelo de condomínio com áreas verdes e serviços compartilhados em futuros lançamentos. A estratégia, segundo a Cesari Engenharia, é manter padrões de custo similares aos praticados no Belas Artes, mas ajustar os projetos às características de cada bairro contemplado. Novas negociações com órgãos municipais estão em andamento para definir licenciamento, infraestrutura viária e contrapartidas urbanísticas.
Com a entrega prevista da primeira fase ainda em 2024, o Belas Artes representa um dos principais empreendimentos populares na região central de Campo Grande. A combinação de geração de postos de trabalho, oferta de moradia financiada e inserção em programa habitacional nacional reforça o papel da construção civil como motor de desenvolvimento econômico e social na capital sul-matogrossense.









