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Procedimentos obrigatórios em caso de perda da placa do veículo durante temporais

Motoristas que tiverem a placa do veículo arrancada pela força da água em enchentes ou enxurradas precisam adotar uma série de providências para manter a documentação em dia e evitar responsabilizações. De acordo com orientações do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), o primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência, documento que autoriza a circulação provisória do automóvel até a emissão de nova placa.

Registro do boletim de ocorrência

O boletim pode ser formalizado em qualquer delegacia de polícia ou pela internet, no sistema de registro eletrônico. Além de comprovar a perda involuntária, o documento impede que o proprietário seja responsabilizado se terceiros fizerem uso indevido da placa extraviada, por exemplo, para cometer infrações ou delitos. Com o comprovante em mãos, o condutor pode circular legalmente enquanto aguarda a confecção do novo par de placas.

Placas no padrão Mercosul

Veículos que já utilizam o modelo Mercosul, identificado pelo fundo branco e código de barras no lado direito, têm um procedimento mais simples. O proprietário deve dirigir-se a uma empresa estampadora credenciada, apresentar o boletim de ocorrência e solicitar a substituição. Como não é necessário passar por vistoria prévia, o processo costuma ser concluído em menos tempo, dependendo apenas da disponibilidade da estampadora.

Modelos antigos de cor cinza

Automóveis que ainda circulam com o padrão antigo, de cor cinza, precisam realizar uma vistoria antes da troca da placa. A inspeção, feita em unidade do Detran ou pátio autorizado, confirma o número do chassi, verifica itens de segurança e atesta a integridade do veículo. Concluída a etapa, o órgão de trânsito emite autorização para confeccionar a nova placa, que obrigatoriamente será no padrão Mercosul, cumprindo a unificação nacional estabelecida pelas resoluções do Conselho Nacional de Trânsito.

Aproveitamento da placa recuperada

Se a placa Mercosul for localizada depois da emissão do boletim de ocorrência, o proprietário pode reinstalá-la, desde que esteja legível, sem amassados significativos e com o código de barras preservado. O mesmo não se aplica integralmente aos modelos antigos: apenas a placa dianteira pode ser reaproveitada; a traseira deve ser substituída, pois o lacre de segurança é rompido quando a peça se desprende do veículo.

Destino de placas encontradas na via pública

Pessoas que localizarem placas perdidas em ruas ou rodovias podem entregá-las em unidades de atendimento do Detran, Centros de Formação de Condutores ou postos de identificação veicular. Com base no registro alfanumérico e no banco de dados, o órgão localiza o titular e providencia a devolução quando viável, evitando transtornos e despesas adicionais ao proprietário.

Causas comuns do extravio

O desprendimento de placas costuma ocorrer em pontos de alagamento onde o volume ou velocidade da água se intensifica. Galhos, pedras ou detritos carregados pela correnteza batem na parte inferior do automóvel, danificando parafusos ou lacres. Em vias urbanas, grelhas de bueiro soltas também podem rasgar a fixação metálica. Dirigir devagar em áreas inundadas e evitar poças profundas reduz a probabilidade de perda.

Prazo e custos para regularização

Os prazos de entrega e os valores cobrados pela emissão variam conforme a região, a tabela do Detran local e a empresa estampadora escolhida. De modo geral, a solicitação só avança após o pagamento das taxas de confecção e do serviço de estampagem, além da vistoria, quando exigida. A recomendação do órgão de trânsito é iniciar o processo imediatamente após o extravio para limitar o período em que o veículo circula sem identificação completa.

Importância da documentação atualizada

Conduzir veículo sem placa ou com identificação ilegível configura infração gravíssima, sujeita a multa e remoção do automóvel. O boletim de ocorrência não dispensa definitivamente a placa, mas funciona como justificativa temporária até a conclusão da troca. Portanto, manter o comprovante no porta-luvas e apresentar ao agente de fiscalização, se solicitado, é fundamental para evitar autuação.

Com as medidas acima, o motorista protege seus dados, cumpre a legislação de trânsito e assegura que o veículo continue circulando de forma regular até que a substituição definitiva seja concluída.

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