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Morador de Campo Grande perde R$ 166,92 em golpe do IPVA realizado por site falso

Um contribuinte de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, sofreu prejuízo de R$ 166,92 após quitar o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em uma página que imitava o ambiente oficial do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS). O caso, registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro, será investigado pela Polícia Civil como estelionato eletrônico.

De acordo com as informações disponíveis, a fraude começou quando o morador pesquisou no Google pelos termos “Detran MS IPVA”. Entre os resultados, apareceu um endereço eletrônico que, embora semelhante ao domínio legítimo do órgão estadual, não pertencia ao site governamental responsável pela emissão de boletos e pela quitação do imposto. A vítima acessou a página, acreditou estar no portal correto e prosseguiu com o procedimento habitual de pagamento.

No site falso, o sistema fraudulento gerou um boleto bancário no valor exato de R$ 166,92. O documento listava como beneficiária a empresa “Base de Arrecadações e Agenciamento”, identificada por um número de CNPJ. Sem notar qualquer irregularidade, o contribuinte realizou o pagamento do título dentro do prazo estabelecido. Não houve aviso de inconsistência durante o processo, fator que reforçou a aparência de legitimidade da página.

Somente depois de concluir o pagamento, o proprietário da motocicleta decidiu verificar se o lançamento havia sido efetivamente baixado nos sistemas oficiais. Ele acessou o portal do governo estadual destinado à consulta de débitos veiculares e constatou que o IPVA permanecia em aberto. Nenhum registro de quitação constava no banco de dados do órgão de trânsito, o que indicou que o valor pago não havia sido repassado ao Tesouro estadual.

A descoberta motivou o contribuinte a procurar a Depac Centro, onde relatou toda a sequência de eventos. O boletim de ocorrência foi formalizado sob a tipificação de estelionato eletrônico, modalidade na qual golpistas utilizam recursos digitais para obter vantagem ilícita. A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul será responsável por identificar os autores, rastrear a origem do site e apurar o destino do dinheiro.

O caso evidencia a reincidência de golpes envolvendo sites falsos vinculados ao IPVA no estado. Conforme o relato policial, páginas fraudulentas voltaram a circular, explorando a semelhança visual e textual com portais públicos para enganar motoristas que buscam regularizar a situação de seus veículos. A utilização de serviços de busca, como o Google, facilita o redirecionamento da vítima, que nem sempre verifica a autenticidade do domínio antes de efetuar o pagamento.

O prejuízo individual do morador de Campo Grande foi de R$ 166,92, mas a ocorrência reforça o alerta sobre potenciais danos coletivos, já que golpes semelhantes podem atingir outros proprietários de veículos. A inclusão do CNPJ no boleto, detalhe que passa a impressão de formalidade, faz parte da estratégia de convencimento empregada pelos golpistas. A investigação deverá apurar se a empresa citada existe de fato ou se foi usada apenas para conferir legalidade aparente à transação.

Segundo o procedimento adotado, o próximo passo da Polícia Civil consiste em coletar dados de navegação, registros de hospedagem do domínio fraudulento e informações bancárias atreladas ao boleto. A partir de tais elementos, os investigadores pretendem rastrear responsáveis, identificar eventuais conexões com outras fraudes do mesmo tipo e buscar o ressarcimento da quantia desviada, quando possível.

Enquanto o inquérito avança, o contribuinte continuará com o débito do IPVA em aberto e precisará quitar o imposto novamente, desta vez pelo canal oficial. A data de vencimento, o valor e demais encargos seguirão as regras definidas pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MS), uma vez que o pagamento anterior não foi reconhecido pelo sistema governamental.

O registro na Depac Centro, aliado à abertura de investigação por estelionato eletrônico, coloca o episódio na estatística de crimes cibernéticos observados em Mato Grosso do Sul. O desfecho do caso dependerá da localização dos autores e da recuperação dos recursos desviados. Até o momento, não há informação sobre suspeitos identificados nem sobre bloqueio de valores.

Com a consolidação do boletim de ocorrência, o processo segue em trâmite na Polícia Civil, que centralizará todas as diligências necessárias para esclarecer a fraude, preservar provas digitais e encaminhar possíveis indiciamentos ao Ministério Público. A expectativa é de que novas ações de rastreamento, perícia em dispositivos e cooperação com instituições financeiras contribuam para o avanço das investigações.

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