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Mulher é detida durante visita a interno na Penitenciária Federal de Campo Grande

Campo Grande – Uma visitante foi presa na tarde desta segunda-feira (23) dentro da Penitenciária Federal de Campo Grande (PFCG), unidade que integra o Sistema Penitenciário Federal e recebe condenados classificados como de alta periculosidade, inclusive vinculados a facções criminosas. A detenção ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça do Rio Grande do Norte.

De acordo com as informações confirmadas pela administração penitenciária, a ordem judicial partiu da Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN). O processo tramita sob segredo de justiça desde 2025, motivo pelo qual não foram divulgados detalhes sobre a investigação nem sobre o suposto envolvimento da mulher nos fatos apurados pelo judiciário potiguar.

A captura foi resultado de uma ação conjunta entre o setor de inteligência penitenciária da PFCG e a Diretoria de Inteligência Regional do Rio Grande do Norte. Os analistas dos dois órgãos cruzaram dados sobre visitantes, mandados em aberto e movimentações processuais, identificando que a suspeita possuía ordem de prisão vigente. Com a confirmação, foi montada uma operação para cumprir o mandado assim que ela ingressasse no presídio para visitar o interno a quem estava vinculada.

O ingresso da visitante na unidade federal seguiu o procedimento habitual, que inclui identificação documental, cadastramento biométrico e revista pessoal. Após a checagem feita pelos agentes de plantão, o alerta proveniente do sistema de inteligência confirmou a pendência judicial. Em seguida, equipes do Grupo de Ações Especiais Penitenciárias (GAEP) foram acionadas para formalizar a prisão dentro da própria penitenciária, evitando qualquer risco à segurança interna ou à integridade das demais pessoas no local.

Concluída a detenção, a mulher foi imediatamente conduzida à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac-Cepol), em Campo Grande, para a lavratura do auto de captura e adoção dos trâmites legais previstos. Na delegacia, foi realizada a conferência do mandado, a comunicação à autoridade expedidora no Rio Grande do Norte e o registro de eventuais objetos pessoais que estavam em posse da presa. A custodiada permaneceu na Depac à disposição da Justiça, aguardando decisão sobre seu deslocamento para unidade prisional adequada.

A Penitenciária Federal de Campo Grande é uma das cinco estabelecidas pelo Departamento Penitenciário Nacional para receber presos que representam risco elevado à ordem pública, à disciplina carcerária ou às investigações em andamento nos estados de origem. Por esse motivo, mantém protocolos rígidos de segurança e um sistema de controle de visitantes que inclui checagem em bancos de dados de segurança pública estaduais e federais.

Fontes ligadas ao setor de inteligência ouvidas sob condição de anonimato afirmaram que a cooperação entre estados tem se intensificado nos últimos anos, especialmente em processos envolvendo organizações criminosas com atuação interestadual. Nessas ações, informações sobre mandados de prisão, denúncias em andamento e medidas cautelares são compartilhadas para evitar que investigados circulem livremente ou entrem em contato com detentos que possam reforçar a estrutura das quadrilhas.

Embora a identidade da mulher não tenha sido divulgada oficialmente, a direção da penitenciária informou que o cadastro de visitantes permanece sob revisão constante. Se constatada qualquer irregularidade, como documentação falsa ou pendências judiciais, o acesso à unidade é suspenso imediatamente e a pessoa é encaminhada aos órgãos competentes. O procedimento segue as normas da Portaria que regulamenta visitas em presídios federais, a qual estabelece punições administrativas e, quando cabível, responsabilização criminal.

Até o momento, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte não forneceu informações adicionais sobre o processo que originou o mandado de prisão preventiva. Também não há confirmação se a investigada será transferida para o sistema prisional potiguar ou se aguardará deliberação judicial em Mato Grosso do Sul. As decisões caberão ao juízo responsável, que considerará critérios como grau de periculosidade, logística de transporte e eventual risco à instrução processual.

O caso segue em sigilo, e novos detalhes deverão ser divulgados somente após manifestação oficial do TJRN ou da Polícia Civil responsável pelo inquérito. Enquanto isso, a mulher permanece detida em Campo Grande, e a penitenciária continua a receber visitantes normalmente, obedecendo às rotinas de verificação reforçadas por sistemas de inteligência integrados.

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