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Idoso de 83 anos sofre ferimentos após ataque de pitbull em bairro de Campo Grande

Um idoso de 83 anos ficou ferido na manhã desta terça-feira (3) após ser atacado por um pitbull na Rua Santo Agostinho, Vila Santa Luzia, em Campo Grande. O caso foi registrado pela Polícia Civil na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol) como omissão de cautela na guarda de animal e lesão corporal culposa.

Segundo o boletim de ocorrência, o cachorro, de pelagem caramelo e porte médio, escapou da residência de seu tutor, identificado apenas como proprietário de um animal chamado Zeus. O tutor relatou que o portão da casa ficou aberto por instantes, momento em que o pitbull fugiu para a via pública. Até então, de acordo com o responsável, o cachorro nunca havia atacado pessoas ou outros animais.

Assim que deixou o imóvel, o pitbull teria avançado contra um cão de pequeno porte que acompanhava o idoso. Para proteger o próprio animal, a vítima se posicionou entre os dois cachorros. Nesse momento, o pitbull atingiu o homem na região da testa, provocando um corte com sangramento. A agressão ocorreu em via pública, diante de moradores que presenciaram a cena.

Ainda conforme o registro policial, o idoso reagiu utilizando um pedaço de madeira que encontrou nas proximidades. Ele golpeou o pitbull na cabeça, conseguindo interromper o ataque. Com o animal contido, moradores auxiliaram a amarrá-lo em frente à residência onde o tutor vive. A ação evitou novos incidentes até a chegada das equipes de socorro.

O Corpo de Bombeiros foi acionado logo após o ocorrido. Os socorristas prestaram os primeiros atendimentos no local e constataram que o ferimento era superficial. O idoso estava consciente, orientado e apresentava apenas o corte na testa. Em seguida, ele foi removido para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Vila Almeida, onde recebeu cuidados médicos complementares.

No boletim de ocorrência, não há informação sobre necessidade de sutura ou tempo de observação hospitalar, apenas o registro de lesão leve. Também não foi relatada qualquer fratura ou comprometimento neurológico. Após avaliação clínica, a vítima permaneceu em observação na UPA, conforme protocolo para ferimentos provenientes de mordedura de animal.

Enquanto a equipe de resgate conduzia o idoso à unidade de saúde, policiais militares preservaram a cena e colheram informações de testemunhas. O tutor do pitbull chegou ao local, admitiu a fuga do animal e acompanhou os agentes até a Depac Cepol. Na delegacia, prestou esclarecimentos sobre as condições de guarda, rotina do cachorro e circunstâncias que permitiram a saída do imóvel.

Com base nas declarações, a Polícia Civil instaurou inquérito para verificar se houve negligência na contenção do animal. O procedimento inclui análise do portão, avaliação de eventuais falhas na estrutura de segurança da residência e depoimentos de moradores da região. Caso fique comprovada a omissão de cautela, o responsável poderá responder criminalmente e, em eventual condenação, estar sujeito a pena de detenção ou multa, conforme previsto na legislação.

Também serão examinadas as circunstâncias específicas do ataque, como o gatilho que levou o cão a investir contra o animal de pequeno porte e, em seguida, contra o idoso. Investigadores pretendem apurar se o pitbull estava sob estresse, se recebeu estímulo inadequado ou se havia registro prévio de comportamento agressivo não relatado pelo tutor.

De acordo com a polícia, após o incidente, o pitbull permaneceu na casa do tutor, sem ordem de apreensão imediata. Contudo, a Delegacia pode solicitar laudo veterinário para avaliar o estado de saúde do animal e determinar medidas preventivas, como uso obrigatório de focinheira ou reforço nas barreiras de contenção. O resultado do inquérito definirá a necessidade de sanções adicionais.

A região da Vila Santa Luzia registrou mobilização de moradores durante a ocorrência. Vizinhos relataram preocupação com a presença de cães de grande porte soltos pelas ruas e cobraram mais rigor na fiscalização. A legislação municipal obriga tutores a manter cães considerados potencialmente agressivos com guia, coleira e, quando em locais públicos, focinheira. O cumprimento dessas normas será verificado pela autoridade policial.

Até o momento, não há indicação de procedimento judicial por parte do idoso ou de familiares, mas a vítima poderá ingressar com ação cível para reparação de eventuais danos morais ou materiais. O caso segue sob análise da Polícia Civil, que aguarda a conclusão do laudo médico da UPA Vila Almeida e depoimentos adicionais.

A ocorrência foi registrada na Depac Cepol e encaminhada ao setor responsável por delitos relacionados a animais domésticos. Não há prazo divulgado para o término das investigações. O idoso permanece em recuperação e, segundo informações do boletim, seu quadro é estável.

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