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Polícia Civil prende fugitivo condenado por estupro de vulnerável em bairro de Campo Grande

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul localizou e prendeu, na manhã desta segunda-feira (2), um homem de 40 anos que havia fugido do sistema prisional após ser condenado por estupro de vulnerável. A captura ocorreu durante diligências da Delegacia Especializada em Repressão a Roubos e Furtos (DERF) no Bairro Noroeste, em Campo Grande.

O detido possuía mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça com base no artigo 217-A do Código Penal, que tipifica o crime de estupro de vulnerável. Segundo informações repassadas pela corporação, ele estava em situação de evasão desde que deixou de cumprir as condições impostas para o cumprimento da pena, motivo pelo qual era considerado foragido.

Equipes da DERF realizavam abordagens de rotina na região para apurar ocorrências de crimes patrimoniais em andamento quando identificaram o suspeito. Durante a verificação de documentos e consulta aos sistemas policiais, constatou-se a existência da ordem judicial de captura. A confirmação levou os investigadores a efetuar a prisão em flagrante cumprimento do mandado.

De acordo com a delegacia especializada, a ação integra um trabalho contínuo voltado à localização de indivíduos com pendências judiciais, principalmente aqueles envolvidos em delitos classificados como graves. O objetivo declarado é reduzir o risco de reincidência criminal e reforçar a sensação de segurança entre os moradores da capital sul-mato-grossense.

Após ser localizado, o condenado foi conduzido à base operacional da DERF para a adoção dos procedimentos de praxe. No local, agentes formalizaram o cumprimento do mandado, realizaram exame de corpo de delito, atualizaram os registros penais e comunicaram o Poder Judiciário sobre o resultado da diligência.

Concluída a parte administrativa, o homem foi recambiado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça para cumprir o restante da pena imposta pela condenação definitiva por estupro de vulnerável. A Polícia Civil não divulgou detalhes sobre o tempo de pena ainda a ser cumprido nem sobre o estabelecimento em que o preso permanecerá custodiado.

A DERF ressaltou que a captura faz parte de uma estratégia mais ampla de fiscalização de mandados, que inclui o monitoramento constante de regiões com maior incidência criminal. As equipes intensificam abordagens em áreas previamente mapeadas com base em dados de inteligência, buscando não apenas esclarecer delitos patrimoniais, mas também localizar pessoas condenadas ou investigadas por crimes graves que se encontram em situação irregular perante a Justiça.

Segundo a corporação, o compartilhamento de informações entre delegacias, o cruzamento de bancos de dados e a verificação em tempo real de mandados de prisão têm se mostrado ferramentas eficazes para retirar foragidos de circulação. Em nota, a Polícia Civil informou ainda que as diligências prosseguem com o objetivo de identificar e deter outros indivíduos que possam estar circulando ilegalmente pela cidade.

O crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, ocorre quando há conjunção carnal ou prática de ato libidinoso com menor de 14 anos, pessoa que, por enfermidade ou deficiência mental, não tenha capacidade para consentir, ou que se encontre incapacitada de oferecer resistência. A lei prevê pena de reclusão de oito a quinze anos, que pode ser aumentada em circunstâncias específicas descritas na legislação.

A ação desta segunda-feira reforça as operações rotineiras desenvolvidas pela DERF em Campo Grande e evidencia a preocupação da Polícia Civil em dar cumprimento às ordens judiciais pendentes. De acordo com a instituição, a retirada de foragidos do convívio social contribui para a interrupção de possíveis novas ocorrências criminais e para o fortalecimento da segurança pública no estado.

As buscas por outros foragidos continuam e contam com o apoio de diferentes unidades da Polícia Civil. A corporação orienta que informações sobre paradeiros de pessoas com mandados em aberto podem ser repassadas anonimamente por meio de canais oficiais de denúncia, garantindo sigilo ao cidadão colaborador.

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