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Parte de rebanho furtado é localizada e três suspeitos são identificados em Nova Andradina

Uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul resultou na recuperação de parte de um lote de gado furtado em Nova Andradina, no sudeste do Estado. Três pessoas foram identificadas por participação no crime, entre elas um capataz que atuava em uma fazenda vizinha à propriedade vítima do furto.

O desaparecimento das cabeças de gado da raça Angus foi detectado pelo proprietário do rebanho ao comparar as contagens realizadas no início e no fim de fevereiro. A diferença apontou a ausência de vários animais, o que levou o produtor a comunicar a polícia e desencadeou a investigação.

No curso das diligências, os agentes apuraram que o capataz de uma fazenda próxima teve envolvimento direto na subtração dos bovinos. De acordo com o registro policial, ele admitiu ter removido os animais do pasto e informou que os entregou a dois moradores de uma área rural situada no Assentamento Teijin, também no município de Nova Andradina.

Com base nesse depoimento, equipes policiais foram até a propriedade indicada, onde localizaram os bovinos furtados já inseridos no rebanho existente. A mistura dificultava a distinção imediata dos animais, mas a identificação foi possível graças aos registros de marca e numeração fornecidos pelo proprietário lesado.

Durante a vistoria, além dos animais, os policiais encontraram cinco armas de fogo sem registro. Todo o armamento foi apreendido e encaminhado para análise pericial, procedimento padrão em ocorrências que envolvem posse irregular de armamento.

A inspeção sanitária e de identificação do gado contou com o apoio da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro). Técnicos do órgão verificaram a documentação, examinaram marcas e brincos de identificação e constataram indícios de sobreposição de marcas em alguns bovinos. Esse artifício pode ser empregado para dificultar o rastreamento da origem dos animais e, consequentemente, retardar a localização do rebanho subtraído.

Após a verificação, parte dos animais foi oficialmente reconhecida como pertencente ao produtor que havia relatado o furto. O gado recuperado será reconduzido à fazenda de origem quando concluídas as etapas de coleta de provas necessárias ao inquérito. A quantidade exata de bovinos localizados não foi divulgada, mas, segundo a polícia, representa fração significativa do total levado pelos suspeitos.

Os três envolvidos — o capataz e os dois moradores do assentamento — foram identificados e prestaram depoimento. A Polícia Civil prossegue com a apuração para definir a participação individual de cada um e esclarecer se há outros integrantes no esquema. Também serão investigados possíveis pontos de venda ou receptação do restante do rebanho que ainda não foi encontrado.

O caso está registrado como furto qualificado, posse irregular de arma de fogo e falsificação ou adulteração de marcas de identificação de animais. Dependendo da conclusão do inquérito, os suspeitos poderão responder por crimes previstos tanto no Código Penal quanto na legislação específica de defesa sanitária animal.

A polícia recomenda que produtores da região redobrem a atenção aos registros de entrada e saída de gado, mantenham a documentação atualizada e comuniquem imediatamente qualquer divergência à delegacia local. A orientação inclui a conferência regular de marcas, brincos e documentos zoossanitários, medidas que auxiliam a rastrear a procedência de bovinos e facilitam a recuperação em casos de furto.

As investigações seguem sem prazo divulgado para conclusão. Enquanto isso, o gado recuperado permanece sob custódia da autoridade policial e da Iagro até que a Justiça autorize a restituição formal ao proprietário.

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