Na próxima quarta-feira, 11, a Prefeitura de Campo Grande retoma o plantio de árvores na Avenida Mato Grosso, incorporando ao canteiro central três novas figueiras originadas de exemplares centenários que há décadas compõem a paisagem da Avenida Afonso Pena. A medida integra a política municipal de expansão das áreas verdes e de preservação do patrimônio natural e histórico da capital sul-mato-grossense.
As mudas foram obtidas a partir de material genético das figueiras da Afonso Pena, referência paisagística consolidada na cidade. Com a escolha desse método de propagação clonal, o município pretende garantir que as características botânicas, a resistência e o porte das árvores originais sejam reproduzidos na nova localização, ampliando o legado das espécies que marcam a identidade visual de Campo Grande.
A produção das plantas ocorreu no Viveiro Municipal Flora do Cerrado, estrutura mantida pela administração municipal para abastecer projetos de arborização, revitalização de espaços públicos e programas de doação de mudas à população. Sob supervisão de equipes técnicas, o viveiro executa processos de germinação, enxertia e aclimatação, assegurando sanidade vegetal e adaptabilidade das espécies ao clima urbano antes da transferência definitiva para ruas e praças.
A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades). Segundo a pasta, o plantio vai além da reposição arbórea: busca resguardar fragmentos da história local e promover benefícios ambientais mensuráveis, como sombreamento de calçadas, captura de dióxido de carbono e redução da temperatura superficial em vias muito pavimentadas.
Ao posicionar as figueiras na Avenida Mato Grosso, o município pretende criar corredores verdes conectando diferentes regiões da capital e estimulando o uso qualificado do espaço público. Estudos internos indicam que árvores de grande porte podem atenuar ilhas de calor, melhorar a qualidade do ar por meio da filtração de partículas e atenuar ruídos em áreas de tráfego intenso. O projeto contempla planejamento de podas, irrigação emergencial nos primeiros meses e monitoramento periódico para garantir a sobrevivência dos exemplares.
Além dos ganhos climáticos, a arborização urbana exerce papel relevante na manutenção da biodiversidade em ambiente predominantemente construído. Copas densas fornecem abrigo e alimento para aves, insetos polinizadores e pequenos mamíferos, ampliando a conectividade ecológica em meio ao tecido urbano. A expectativa da Semades é que, uma vez adultas, as novas figueiras apoiem a recolonização de espécies da fauna local e contribuam para o equilíbrio dos ecossistemas urbanos.
No âmbito cultural, as figueiras centenárias são consideradas símbolos afetivos de Campo Grande, frequentemente associadas à formação e ao crescimento da cidade. Ao replicar essas árvores em outro ponto estratégico, a Prefeitura busca preservar esse referencial para as gerações futuras, fortalecendo a memória coletiva e reforçando a percepção de pertencimento entre moradores.
O plantio faz parte de um programa mais amplo que envolve manutenção de parques, instalação de jardins em canteiros, incentivo à agricultura urbana e ações de educação ambiental em escolas e comunidades. Entre os objetivos estabelecidos, estão o incremento do índice de cobertura vegetal por habitante, a recuperação de áreas degradadas e a promoção de práticas sustentáveis de gestão de resíduos orgânicos.
Para acompanhar o desenvolvimento das mudas, a Secretaria prevê a instalação de placas informativas contendo dados botânicos e orientações sobre a importância da conservação das árvores. A medida pretende estimular a participação social, permitindo que moradores e visitantes acompanhem as diferentes fases de crescimento, compreendam a função das espécies na regulação ambiental e contribuam para a proteção do verde urbano.
Com a introdução das três figueiras na Avenida Mato Grosso, o município reforça o compromisso assumido no plano diretor de arborização, que estabelece metas de expansão de cobertura vegetal e de salvaguarda de exemplares historicamente relevantes. As iniciativas devem prosseguir ao longo do ano, com novos plantios programados em bairros que apresentam menor densidade arbórea, consolidando a estratégia de distribuir benefícios ambientais de forma equitativa em toda a cidade.
Ao unir conservação patrimonial, melhoria da qualidade de vida e planejamento ambiental, Campo Grande busca compatibilizar crescimento urbano com sustentabilidade, alinhando-se a práticas recomendadas por órgãos ambientais e por políticas públicas de desenvolvimento urbano responsável.









