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DOF intercepta duas carretas com 400 pneus contrabandeados na MS-164

Policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreenderam, na segunda-feira (9), duas carretas carregadas com pneus de caminhão introduzidos irregularmente no Brasil. A abordagem ocorreu na rodovia MS-164, nas proximidades do Trevo do Copo Sujo, em Ponta Porã, município sul-mato-grossense que faz limite com o Paraguai.

Durante bloqueio de rotina, os agentes pararam os veículos para fiscalização. Na vistoria, encontraram 200 pneus em cada carreta, totalizando 400 unidades. Segundo estimativa do próprio DOF, a carga está avaliada em aproximadamente R$ 1,2 milhão.

Os motoristas, de 32 e 46 anos, informaram aos policiais que os pneus foram retirados em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia contígua a Ponta Porã. Eles relataram ter sido contratados para transportar a mercadoria até Campo Grande (MS) e Goiânia (GO). Nenhum dos condutores apresentou documentação que comprovasse a importação regular ou o pagamento dos tributos devidos.

Diante da irregularidade, as equipes apreenderam a carga e detiveram os homens, que foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Ponta Porã. Os pneus também foram levados à unidade policial, onde ficarão à disposição das autoridades responsáveis pelos procedimentos fiscais e criminais.

O DOF informou que a ação integra o calendário permanente de fiscalizações em rodovias próximas à fronteira. O objetivo é coibir crimes como contrabando, descaminho e transporte de produtos sem comprovação de origem. A corporação destaca que a circulação de mercadorias não nacionalizadas prejudica a arrecadação de tributos federais e estaduais e impacta a concorrência no mercado interno.

Após o registro da ocorrência, caberá à Polícia Federal conduzir o inquérito para apurar a participação de eventuais financiadores, rotas utilizadas e destinos finais dos pneus. Caso seja confirmada a prática de contrabando, os envolvidos poderão responder com base nos artigos previstos no Código Penal e em legislações específicas de natureza tributária.

Os veículos apreendidos permanecem sob custódia até que a Justiça Federal decida a destinação dos bens. Já os pneus, por se tratarem de produto controlado pela Receita Federal, podem ser leiloados, destruídos ou cedidos a órgãos públicos, dependendo de parecer técnico e autorização judicial.

A rodovia MS-164 é considerada ponto estratégico no fluxo de mercadorias que entram em Mato Grosso do Sul a partir do Paraguai. O trecho que liga Ponta Porã a Maracaju recebe fiscalização constante de várias forças de segurança, entre elas DOF, Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal e Exército.

De acordo com dados divulgados pelo DOF, só neste ano a corporação já reteve toneladas de produtos contrabandeados na região, incluindo eletrônicos, cigarros, bebidas, roupas e pneus. A avaliação é de que as quadrilhas utilizam caminhões e carretas para diluir o risco de perda das mercadorias, colocando-as em compartimentos de carga comuns e dificultando a identificação em barreiras móveis.

As apreensões são encaminhadas às unidades da Receita ou da Polícia Federal responsáveis pela fiscalização aduaneira. Em muitos casos, as investigações que se originam dessas ocorrências resultam na identificação de redes de distribuição em outros estados, como São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

Em nota, o DOF reforçou que denúncias anônimas sobre transporte suspeito de produtos estrangeiros podem ser encaminhadas pelo telefone de plantão da corporação, disponível 24 horas. A instituição explicou ainda que as operações de bloqueio são planejadas com base em informações de inteligência e em relatórios de fluxo de cargas, o que aumenta a efetividade das ações.

A prisão dos dois motoristas, bem como a apreensão dos 400 pneus, integra o conjunto de medidas adotadas pelas forças de segurança para reforçar o controle de fronteira e reduzir a entrada de mercadorias irregulares no país. As autoridades aguardam agora os desdobramentos das investigações conduzidas pela Polícia Federal, que deverá analisar documentos, rastrear possíveis financiadores e, se necessário, solicitar cooperação internacional para aprofundar a apuração.

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