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Polícia Civil orienta alunos de escola estadual em Campo Grande sobre bullying e cyberbullying

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul levou, nesta sexta-feira (13), um ciclo de palestras sobre bullying e cyberbullying aos estudantes do ensino médio da Escola Estadual Rui Barbosa, em Campo Grande. A atividade, organizada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (DEAIJ), integra a operação “Mais Consciência, Menos Violência”, programa que busca prevenir atos infracionais e estimular a cultura de respeito entre adolescentes da rede pública.

Durante a ação, agentes e o delegado adjunto da especializada apresentaram aos alunos os riscos, as consequências e as implicações legais decorrentes de agressões físicas ou psicológicas no ambiente escolar, bem como de ataques virtuais disseminados em redes sociais e aplicativos de mensagens. O encontro teve caráter preventivo: ao detalhar condutas tipificadas como infrações e possíveis penalidades, a equipe pretendeu evitar que situações de violência avancem até a esfera policial.

A abordagem incluiu explicações sobre como o bullying presencial pode provocar danos emocionais, queda no rendimento escolar e isolamento social. Os palestrantes também chamaram atenção para o cyberbullying, prática que potencializa a exposição indevida de vítimas na internet, amplia o alcance das humilhações e dificulta a remoção de conteúdo ofensivo. Segundo a Polícia Civil, esses fatores tornam o ambiente virtual especialmente sensível ao agravamento de conflitos entre jovens.

Os estudantes receberam orientações práticas de segurança digital, como configurar perfis em redes sociais, limitar a divulgação de informações pessoais e denunciar ataques virtuais aos responsáveis legais ou às autoridades competentes. Além disso, foram apresentados exemplos de casos em que autores de cyberbullying responderam judicialmente por crimes contra a honra, discriminação ou ameaça, demonstrando que a responsabilização não se restringe ao espaço físico da escola.

Ao longo da palestra, o delegado adjunto reforçou a importância de detectar precocemente sinais de intimidação entre colegas, destacando que professores, familiares e estudantes podem colaborar na identificação de comportamentos de risco. Ele lembrou que o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê medidas socioeducativas para atos infracionais cometidos por menores de 18 anos, mas que a prevenção e o diálogo são as estratégias mais eficazes para impedir a escalada da violência.

A ação na Escola Estadual Rui Barbosa faz parte de um cronograma permanente de visitas da DEAIJ a instituições de ensino da capital sul-mato-grossense. A delegacia concentra esforços em turmas do ensino fundamental e médio, faixas etárias consideradas mais suscetíveis a conflitos interpessoais e influências negativas nas redes sociais. De acordo com a corporação, a iniciativa busca ainda fortalecer o vínculo entre a comunidade escolar e as forças de segurança, esclarecendo dúvidas sobre procedimentos legais e canais de denúncia.

Além das palestras, a equipe distribuiu materiais informativos com contatos de órgãos de proteção à infância e juventude, explicações sobre como formalizar queixas de violência e orientações para conservar provas digitais em possíveis inquéritos. Professores e gestores escolares também receberam instruções para implementar ações internas de prevenção, como rodas de conversa, campanhas de conscientização e protocolos de acolhimento de vítimas.

Em nota, a Polícia Civil informou que novas atividades da operação “Mais Consciência, Menos Violência” estão previstas para ocorrer ao longo do ano em outras escolas da rede pública de Campo Grande. O calendário inclui palestras temáticas sobre violência doméstica, uso indevido de substâncias psicoativas e mediação de conflitos, sempre com o propósito de reduzir estatísticas de atos infracionais cometidos por adolescentes.

Para a corporação, a difusão de informações sobre direitos, deveres e consequências legais contribui para um ambiente escolar mais seguro e colaborativo. A expectativa é que o fortalecimento de valores como empatia e respeito mútuo, aliado ao conhecimento das leis, desestimule práticas de intimidação, favorecendo o desenvolvimento saudável dos estudantes e a redução de demandas policiais relacionadas ao público jovem.

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