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Campo Grande firma três contratos de gestão para 2026 com foco em transparência e melhoria de serviços públicos

A Prefeitura de Campo Grande formalizou, na terça-feira (17), três contratos de gestão que balizarão as ações do município em 2026. Os documentos envolvem a Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz), a Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Sas) e a Fundação Municipal de Cultura (Fundac). Elaborados dentro do Programa Municipal de Planejamento Estratégico de Campo Grande (PME-CG), os contratos estabelecem metas, indicadores de desempenho e projetos específicos para cada área, reforçando o compromisso do Executivo com planejamento, eficiência administrativa e transparência.

Durante a cerimônia de assinatura, realizada na sede da administração municipal, a prefeita Adriane Lopes ressaltou que a iniciativa busca garantir atendimento mais ágil à população, assegurar resolutividade nos serviços e possibilitar o acompanhamento público de cada etapa prevista. Segundo a gestora, os contratos funcionam como um pacto entre governo e sociedade, ao definir prazos, responsabilidades e métricas que poderão ser monitoradas ao longo do ano-base.

O acordo firmado com a Sefaz concentra-se na modernização da administração tributária e no aprimoramento da gestão fiscal. Entre os principais objetivos estão a integração de sistemas, a utilização de ferramentas de Business Intelligence e Big Data para ampliar a eficiência na arrecadação e a busca por novas fontes de receitas que garantam equilíbrio financeiro. O documento também alinha as ações da pasta ao Plano Plurianual (PPA) e prevê avaliações periódicas, permitindo ajustes sempre que necessário para assegurar justiça tributária e sustentabilidade das contas públicas.

O secretário de Fazenda, Isaac José Araújo, apontou que o planejamento estratégico será essencial para enfrentar um cenário de restrições orçamentárias. Ele destacou a necessidade de cuidar da folha de pagamento, considerada um dos componentes mais sensíveis do orçamento municipal, e reforçou a prioridade em manter responsabilidade fiscal sem comprometer a oferta de serviços.

Na área social, o contrato assinado com a Sas define diretrizes para fortalecer a rede de proteção às populações vulneráveis, ampliar o acesso a benefícios e aprimorar a governança da política de assistência. Entre as metas estão a qualificação contínua dos serviços, a modernização de processos internos, a promoção de direitos humanos e a adoção de mecanismos de monitoramento que permitam mensurar resultados com precisão. A secretaria passa a trabalhar com indicadores claros, que deverão demonstrar, por exemplo, o número de famílias atendidas, o tempo de resposta às demandas e o nível de satisfação dos usuários.

A titular da pasta, Camilla Nascimento de Oliveira, avaliou que a organização gerada pela assinatura oferecerá maior clareza na definição de prioridades e facilitará a tomada de decisões. De acordo com a secretária, a recente reestruturação interna da Sas foi fundamental para alinhar equipes, estabelecer procedimentos e garantir que cada unidade esteja preparada para cumprir as metas previstas para 2026.

No campo cultural, o contrato celebrado com a Fundac tem como foco ampliar o acesso da população às atividades artísticas, valorizar a produção local e impulsionar a economia criativa. Entre os projetos elencados estão a realização de feiras culturais e gastronômicas, festivais de diferentes linguagens, programas de capacitação para artistas e produtores, além da revitalização de espaços públicos destinados à arte e à preservação do patrimônio histórico. Iniciativas como o Museu Arte de Rua e a estruturação do sambódromo da Capital também integram o conjunto de ações a serem executadas pela fundação.

Para o diretor-presidente da Fundac, Valdir João Gomes de Oliveira, a consolidação de metas quantificáveis contribui para aproximar as políticas culturais dos cidadãos, permitindo avaliar o alcance de cada projeto e promover ajustes que aumentem a participação popular. O dirigente destacou ainda que a cultura é vista como vetor de desenvolvimento econômico, por atrair investimentos, gerar empregos e estimular o turismo.

Os três contratos preveem mecanismos de monitoramento contínuo, com relatórios trimestrais, análises de desempenho e possibilidade de readequação das ações caso os indicadores mostrem necessidade de correção. Todas as informações substanciais deverão ser disponibilizadas em canais oficiais para que a sociedade acompanhe a execução orçamentária, os prazos e os resultados efetivos. Dessa forma, a administração municipal pretende fortalecer o controle social e garantir transparência total sobre recursos públicos.

Além da prefeita e dos titulares das pastas contempladas, participaram do encontro superintendentes, diretores e técnicos responsáveis pela elaboração dos documentos. A presença das equipes técnicas foi considerada essencial para reforçar o compromisso coletivo com o cumprimento das metas estabelecidas, já que a responsabilidade é compartilhada por todas as unidades envolvidas.

Com a formalização dos contratos de gestão referentes ao exercício de 2026, Campo Grande avança na institucionalização de práticas de planejamento estratégico, alinhando-se a modelos de governança que privilegiam resultados mensuráveis e prestação de contas. A expectativa do Executivo é que a consolidação desses instrumentos fortaleça a capacidade de resposta do poder público, melhore a qualidade dos serviços oferecidos e contribua para o desenvolvimento socioeconômico da capital sul-mato-grossense.

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