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Polícia Civil prende jovem de 19 anos por ataque a tiros que feriu cinco pessoas em Coophavila II

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Campo Grande cumpriu, na manhã de segunda-feira (23), mandado de prisão contra um rapaz de 19 anos apontado como o responsável pelos disparos que deixaram cinco pessoas feridas em 15 de fevereiro, no bairro Coophavila II. Segundo a investigação, o detido era passageiro de uma motocicleta utilizada no crime e permanecia escondido na residência dos pais da companheira.

De acordo com o inquérito, o ataque ocorreu por volta da noite de 15 de fevereiro, quando cinco amigos conversavam em frente a uma casa. Uma motocicleta com dois ocupantes se aproximou, o passageiro desceu armado e abriu fogo em direção ao grupo. Quatro das cinco pessoas reunidas foram atingidas nos tórax, abdômen e pernas. Mesmo após as vítimas refugiarem-se no interior do imóvel, os disparos prosseguiram, alcançando outros cômodos.

Dentro da residência havia crianças, entre elas dois bebês de dois e cinco meses e outras duas crianças de pouca idade. Os disparos continuaram apesar da presença dos menores, o que, segundo a polícia, aumentou o risco de letalidade durante a ação. Atingidos, os ocupantes da casa tentaram se proteger em diferentes pontos do imóvel enquanto o atirador avançava.

Na tentativa de escapar, uma das vítimas pulou por uma janela voltada para uma rua lateral. Ao chegar à via, foi baleada pelo condutor da motocicleta, que aguardava o cúmplice do lado de fora. Além dos quatro amigos feridos, uma vizinha foi atingida no pescoço por um tiro disparado em direção ao interior da residência, totalizando cinco pessoas lesionadas. Todas receberam atendimento médico e sobreviveram.

Os levantamentos preliminares apontam que o alvo principal era um dos integrantes do grupo, que vinha sendo ameaçado por um coletivo criminoso após a suposta perda de uma arma de fogo pertencente à organização. A polícia trabalha com a hipótese de que o atentado tenha sido uma represália direta a esse episódio, motivando a tentativa de execução em via pública.

Após identificar o atirador como o passageiro da moto, agentes da DHPP iniciaram diligências para localizá-lo. O jovem foi encontrado na manhã de segunda-feira (23) na casa dos pais da companheira, onde se mantinha escondido desde o atentado. Ele foi conduzido à sede da delegacia para prestar depoimento e, em seguida, encaminhado a uma unidade prisional da capital.

Com a prisão do suspeito, a investigação concentra-se agora na identificação do condutor da motocicleta e na possível participação de outros envolvidos, inclusive eventuais mandantes. A DHPP analisa imagens de câmeras de segurança, registros telefônicos e depoimentos das vítimas para reunir elementos capazes de esclarecer toda a dinâmica do crime.

Os investigadores também buscam a arma de fogo utilizada no ataque, que não foi localizada no momento da prisão. A perícia balística deverá comparar projéteis recolhidos na cena com armas eventualmente apreendidas, a fim de confirmar se o revólver ou pistola empregada pertence ao grupo que teria encomendado o atentado.

As vítimas, que ainda se recuperam dos ferimentos, passaram por exames de corpo de delito e seguem acompanhadas pela polícia, pois seus depoimentos são considerados fundamentais para o avanço das apurações. A vizinha atingida no pescoço recebeu alta hospitalar, mas continua em observação ambulatorial devido à gravidade do ferimento.

O caso foi registrado como tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe, concurso de pessoas e risco comum, em razão da presença de crianças no local. A autoridade policial não descarta o indiciamento por outros delitos, como organização criminosa e porte ilegal de arma, conforme o resultado das próximas diligências.

A DHPP mantém o telefone de denúncias disponível para informações que possam levar ao paradeiro do segundo ocupante da motocicleta ou esclarecer detalhes sobre o planejamento do crime. Até a conclusão do inquérito, a polícia pretende ouvir novas testemunhas e aguardar laudos periciais para subsidiar o relatório final que será encaminhado ao Ministério Público.

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