Equipes do setor de Endemias, Defesa Civil, instituições parceiras e voluntários realizaram na manhã desta segunda-feira, 23, um mutirão de combate às arboviroses na Lagoa Maior, um dos pontos turísticos mais frequentados de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. A iniciativa concentrou inspeções minuciosas em áreas propícias ao acúmulo de água e removeu resíduos descartados de forma irregular, com o objetivo de reduzir focos do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus.
O trabalho começou com um pente-fino em torno da lagoa. Agentes de Endemias verificaram ocos de árvores, ralos, calhas e estruturas próximas que pudessem reter água da chuva. O coordenador do setor, Alcides Ferreira, informou que a prioridade foi identificar potenciais criadouros e, imediatamente, eliminar qualquer ponto crítico. Paralelamente à vistoria técnica, as equipes recolheram lixo espalhado pelo local, incluindo copos descartáveis, garrafas plásticas e sacolas, itens que, ao acumularem água, favorecem a proliferação do mosquito.
Segundo Ferreira, a escolha da Lagoa Maior levou em conta a intensa circulação de moradores e turistas, além do volume de resíduos jogados no entorno. “A proposta nasceu dentro do comitê de mobilização e contou com a adesão de diferentes instituições”, relatou o coordenador, destacando que a colaboração intersetorial amplia a capacidade de prevenção e reforça a mensagem à população.
Período chuvoso aumenta alerta
Embora Três Lagoas registre, até o momento, números considerados baixos de casos de dengue, chikungunya e zika, o período de chuvas combinado às temperaturas elevadas eleva o risco de surtos. Ferreira lembrou que, em municípios vizinhos, a chikungunya tem apresentado crescimento, fato que acendeu o sinal de alerta para manter ações preventivas constantes. A intensificação das atividades nesta fase do ano busca impedir a instalação de novos focos e reduzir a possibilidade de transmissão.
Integração com a Defesa Civil
A coordenadora da Defesa Civil, Lúcia Castro, explicou que o órgão atuou no suporte logístico e na mobilização de recursos humanos. De acordo com ela, a parceria entre as secretarias municipais, entidades e voluntários potencializa resultados, pois permite cobrir áreas maiores e diversificar abordagens de conscientização. “A prevenção de riscos à saúde pública depende de esforços conjuntos e de planejamento contínuo”, observou.
Participação comunitária
Durante o mutirão, moradores e frequentadores da lagoa se juntaram à força-tarefa. O voluntário Ricardo Luiz destacou que atitudes simples, como descartar corretamente o lixo doméstico e evitar o acúmulo de recipientes expostos à chuva, fazem diferença no combate ao mosquito. A orientação repassada aos participantes reforçou medidas básicas: tampar caixas-d’água, limpar calhas, furar pneus inutilizados, guardar garrafas viradas para baixo e manter quintais livres de entulhos.
Além da coleta de resíduos, as equipes distribuíram folhetos informativos nas proximidades da lagoa, e agentes de saúde tiraram dúvidas dos transeuntes sobre sintomas das arboviroses e procedimentos em caso de suspeita de infecção. O material educativo reforçou que febre alta, dores musculares e manchas vermelhas são sinais que exigem procura imediata de atendimento médico.
Resultados imediatos e próximos passos
No encerramento da ação, os organizadores contabilizaram sacos cheios de lixo recolhido e registraram pontos críticos eliminados. Embora o balanço exato do volume de detritos não tenha sido divulgado, os coordenadores avaliaram positivamente a retirada de materiais que funcionariam como criadouros. Ferreira afirmou que novas mobilizações serão programadas para outros bairros com histórico de notificações.
A Defesa Civil planeja manter equipes de prontidão durante toda a estação chuvosa para realizar atividades semelhantes em áreas consideradas vulneráveis. O setor de Endemias também continuará o monitoramento por meio de armadilhas ovitrampas e visitas domiciliares, intensificando a orientação porta a porta.
Os responsáveis pela operação reiteraram que a eficácia no controle do Aedes aegypti depende, principalmente, de ações contínuas dentro das residências. A retirada semanal de objetos que acumulam água é apontada como a medida mais eficiente para quebrar o ciclo de reprodução do mosquito. Com o apoio do poder público e a adesão da comunidade, a expectativa é reduzir significativamente o risco de surtos na cidade durante os próximos meses.









