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Corpo de mulher é encontrado em área rural de Campo Grande; polícia investiga homicídio

O corpo de uma mulher foi localizado na manhã desta terça-feira (24) em uma área rural de Campo Grande, nas proximidades de uma estrada vicinal que leva à região da Cachoeira do Inferninho. A ocorrência mobilizou a Polícia Militar e gerou a abertura de inquérito na Primeira Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM) da Polícia Civil, que trata o caso como homicídio simples.

Relatos encaminhados à Polícia Militar informaram sobre a presença de um cadáver às margens da via de terra. Após receber as denúncias, uma equipe se deslocou até o ponto indicado, fez o isolamento inicial do perímetro e comunicou as demais forças de segurança envolvidas no atendimento desse tipo de ocorrência. O Corpo de Bombeiros se dirigiu ao local e confirmou o óbito ainda na área onde a vítima foi encontrada.

Delegados, investigadores e peritos da 1ª DEAM também compareceram à cena do crime. A equipe técnica realizou levantamentos preliminares, colheu vestígios e documentou a posição do corpo para subsidiar a investigação. A via rural permaneceu fechada durante a execução dos trabalhos de perícia, a fim de evitar a contaminação do ambiente e garantir a preservação de possíveis indícios que auxiliem na identificação de suspeitos.

Informações iniciais apontam que a vítima apresentava perfuração na região frontal do crânio, característica compatível com lesão causada por disparo de arma de fogo. Entretanto, a Polícia Civil esclarece que somente os exames necroscópicos poderão confirmar oficialmente a causa da morte. A perícia balística deverá determinar o calibre utilizado, distância do disparo e demais elementos que possam compor a dinâmica do crime.

Até o momento, a vítima não foi formalmente identificada. Os peritos estimam que a mulher tinha entre 30 e 40 anos, cerca de 1,65 metro de altura e compleição física considerada mediana. Impressões digitais foram coletadas e serão confrontadas com bancos de dados estaduais e federais. Caso não haja correspondência, a Polícia Científica poderá recorrer a outros métodos de identificação, como exame odontolegal ou teste de DNA, dependendo da disponibilização de material genético de familiares.

Depois de concluídos os procedimentos no local, o corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) de Campo Grande. Lá, serão realizados exames complementares, entre eles necropsia, dosagem alcoólica e toxicológica, que poderão acrescentar dados relevantes à investigação. Resultados preliminares devem ser repassados à equipe da 1ª DEAM assim que estiverem disponíveis.

Paralelamente ao trabalho pericial, policiais civis coletam depoimentos de moradores, trabalhadores rurais e eventuais testemunhas que tenham circulado pela estrada vicinal nas últimas horas. Imagens de câmeras de segurança instaladas em propriedades próximas ou ao longo do acesso à Cachoeira do Inferninho também estão sendo solicitadas, com o objetivo de identificar veículos ou pessoas que tenham passado pela região em horários compatíveis com o crime.

A 1ª DEAM mantém canal aberto para recebimento de informações que possam contribuir com a elucidação do caso. Dados fornecidos por telefone ou pessoalmente serão mantidos sob sigilo, segundo a Polícia Civil. A delegacia reforça que a colaboração da população é essencial para acelerar a identificação da vítima, apontar possíveis autores e esclarecer as circunstâncias que motivaram o homicídio.

As investigações seguem em andamento, e novos detalhes deverão ser divulgados à medida que os laudos periciais forem concluídos e as linhas de apuração avançarem. Até a conclusão do inquérito, a polícia trabalha com todas as hipóteses compatíveis com as evidências coletadas no local e nos exames laboratoriais.

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