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PRF apreende SUV roubado e reboques com placas falsas em operações distintas na BR-267

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) recuperou, na segunda-feira, 23, um utilitário esportivo com registro de roubo e dois reboques com placas adulteradas em ações realizadas em pontos diferentes da BR-267, rodovia que corta o estado de Mato Grosso do Sul. As abordagens ocorreram em Bataguassu e Nova Alvorada do Sul e terminaram com a prisão de dois motoristas que, segundo a corporação, transportavam os veículos de forma irregular.

A primeira ocorrência foi registrada na altura do município de Bataguassu, durante fiscalização de rotina a um caminhão que trafegava sentido Campo Grande. Ao verificar a documentação do conjunto, agentes constataram divergências nos dados dos dois reboques acoplados. A checagem no sistema policial indicou que ambos constavam como furtados desde agosto de 2025 em Campo Verde, Mato Grosso. Além disso, as placas afixadas não correspondiam aos números originais, caracterizando uso de sinal identificador falso.

Questionado, o motorista relatou que havia assumido o transporte dos implementos em Itapetininga, interior de São Paulo, e que pretendia entregá-los na capital sul-mato-grossense. Ele declarou desconhecer a procedência ilícita dos equipamentos. Após a constatação de que se tratava de bens furtados, o condutor foi detido em flagrante e conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Bataguassu, onde permanece à disposição da Justiça. Os reboques foram recolhidos ao pátio da unidade policial para posterior devolução ao proprietário.

Horas mais tarde, em Nova Alvorada do Sul, outra equipe da PRF realizou abordagem a um utilitário esportivo (SUV) que seguia em direção ao oeste do estado. Durante a entrevista inicial, os policiais solicitaram os documentos do veículo e do condutor. O motorista alegou que o automóvel era de locadora e que viajava com destino a Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai, porém não apresentou qualquer comprovação de locação nem o Certificado de Registro e Licenciamento (CRLV) obrigatório.

Na vistoria detalhada, os agentes verificaram sinais de adulteração nos elementos identificadores do carro. A consulta aos bancos de dados indicou registro de roubo em São Paulo em 18 de março deste ano. Confrontado com a informação, o condutor confessou ter recebido o veículo em Osasco, na Grande São Paulo, com a incumbência de levá-lo até o país vizinho, onde ocorreria a entrega a receptadores ainda não identificados.

Diante da materialidade do crime de receptação, o motorista foi autuado e encaminhado, junto com o automóvel, à Delegacia de Polícia Civil de Nova Alvorada do Sul. Conforme a PRF, o inquérito instaurado vai apurar a participação do preso e eventuais envolvidos na rota de transporte de veículos roubados para fora do território nacional.

De acordo com a corporação, a BR-267 é utilizada com frequência por quadrilhas especializadas no desvio de cargas e automóveis, devido à ligação direta com a faixa de fronteira. O trecho onde ocorreram as duas apreensões recebe operações de fiscalização reforçada, principalmente em períodos de aumento do fluxo de mercadorias entre os estados do Sudeste e o Paraguai.

Nos dois casos, a PRF enquadrou os condutores nos crimes de receptação e uso de sinal identificador adulterado, previstos no Código Penal e no Código de Trânsito Brasileiro. Se condenados, eles podem responder a penas que variam de três a oito anos de reclusão, além de multa. As investigações seguem sob responsabilidade das delegacias da Polícia Civil de Bataguassu e de Nova Alvorada do Sul, que deverão solicitar perícia nos veículos para confirmação definitiva da propriedade e prosseguir na identificação dos autores intelectuais dos furtos e roubos.

A recuperação do SUV e dos reboques faz parte do conjunto de ações integradas de combate ao crime organizado na região Centro-Oeste. A PRF informou que manterá o policiamento ostensivo e as barreiras itinerantes ao longo da rodovia, com o objetivo de reduzir o tráfico de veículos roubados e impedir o avanço de esquemas de clonagem de placas.

Os proprietários legais dos bens serão comunicados pelas autoridades responsáveis tão logo concluídos os trâmites periciais e judiciais. Até a conclusão dos procedimentos, os veículos permanecerão retidos em pátios credenciados, à disposição da Justiça e das seguradoras envolvidas.

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