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Polícia Civil destrói 11 toneladas de drogas em Ponta Porã e alcança 32 toneladas incineradas no ano

A Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (DEFRON) realizou, na manhã desta quinta-feira, 26, a incineração de 11 toneladas de entorpecentes em Ponta Porã, município sul-mato-grossense situado a cerca de 120 quilômetros de Dourados. A operação começou às 8h em uma empresa de armazenamento de grãos e reuniu agentes da própria DEFRON, do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e da 1ª Delegacia de Polícia de Dourados, responsáveis pelas apreensões que originaram o material destruído.

Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, o lote incinerado era composto principalmente por maconha, cocaína e skunk, recolhidos em diferentes ações policiais na região de fronteira com o Paraguai. A queima obedecia a autorização judicial previamente expedida, condição necessária para a eliminação de substâncias ilícitas apreendidas. O procedimento foi acompanhado por agentes de segurança pública e servidores da vigilância sanitária, garantindo o cumprimento das normas legais e ambientais que regulam a destruição de drogas.

Esta foi a terceira incineração promovida pela DEFRON em 2026. Com o volume eliminado nesta quinta-feira, o total de entorpecentes destruídos pela unidade no ano chega a 32 toneladas. As etapas anteriores ocorreram em datas distintas, também em cidades da faixa de fronteira, área que concentra parte relevante das apreensões realizadas no estado. A Polícia Civil atribui o resultado ao trabalho integrado de suas delegacias com o DOF, a Polícia Militar, a Polícia Rodoviária Federal e demais órgãos de segurança que atuam na região.

A escolha de Ponta Porã para a operação está relacionada à proximidade com rotas usadas para o transporte clandestino de drogas provenientes do Paraguai. O município funciona como ponto estratégico tanto para interceptar carregamentos quanto para viabilizar a rápida destruição do material apreendido, reduzindo riscos de desvio ou armazenamento prolongado. A estrutura da empresa de grãos, adaptada para suportar altas temperaturas, possibilitou a eliminação segura das 11 toneladas em poucas horas.

No processo, a Polícia Civil utilizou fornos industriais capazes de manter temperatura constante superior a 800 °C, nível considerado adequado para a completa combustão dos entorpecentes. Antes da queima, técnicos realizaram a verificação dos lacres e o confronto dos lotes com os termos de guarda emitidos pelas delegacias responsáveis pelas apreensões. Após a incineração, foi lavrado o auto de destruição, documento que formaliza o encerramento da cadeia de custódia e será anexado aos inquéritos em andamento.

O delegado titular da DEFRON explicou que a eliminação física das drogas reduz custos logísticos, libera espaço em depósitos oficiais e impede tentativas de resgate do material por organizações criminosas. Além disso, a medida busca reforçar a transparência sobre o destino dos entorpecentes retirados de circulação. A Polícia Civil informou que novas incinerações poderão ocorrer conforme o volume de apreensões se mantenha elevado, cenário recorrente nos municípios fronteiriços do estado.

A DEFRON mantém canal permanente para recebimento de denúncias anônimas. Qualquer cidadão pode comunicar informações sobre tráfico de drogas ou outros crimes de fronteira pelo telefone (67) 99633-7982. O serviço funciona 24 horas por dia, com garantia de sigilo. De acordo com a corporação, parte significativa das apreensões que resultaram nas 11 toneladas incineradas nesta quinta-feira teve início em relatos fornecidos por moradores da região.

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