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Pai aciona polícia após receber denúncia de agressões contra filho de 1 ano e 10 meses em Campo Grande

Um possível caso de maus-tratos contra uma criança de 1 ano e 10 meses está sob investigação em Campo Grande, depois que o pai do menino registrou boletim de ocorrência na madrugada deste sábado, 28. A denúncia chegou ao conhecimento dele por volta das 2h, quando recebeu mensagem da irmã de sua ex-companheira informando sobre agressões supostamente recorrentes sofridas pela criança.

Segundo o registro policial realizado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol, parentes da mãe teriam tentado, sem sucesso, interromper a série de episódios relatados. A comunicação enviada ao pai indicava que a violência não seria um acontecimento isolado. A partir desse relato, o homem procurou a unidade policial para formalizar a queixa e solicitar providências.

De acordo com o boletim, há pelo menos dois vídeos que, segundo os denunciantes, mostram a criança sendo agredida. Essas gravações deverão ser encaminhadas ao Conselho Tutelar, órgão responsável por acompanhar casos que envolvem ameaça ou violação de direitos de menores. A análise técnica desse material deve orientar os próximos passos da investigação, pois pode oferecer indícios objetivos sobre a dinâmica e a frequência das supostas agressões.

O documento também registra a informação de que o pai estaria impedido, pela mãe, de visitar ou manter contato com o filho. Essa alegação acrescenta outro elemento à investigação, pois ajuda a explicar por que o responsável só tomou conhecimento detalhado da situação quando alertado por familiares da ex-companheira. Caso confirmado, o impedimento de visitas pode configurar descumprimento de eventuais acordos judiciais ou mesmo criar dificuldades adicionais para verificar o bem-estar da criança.

A denúncia foi classificada pela polícia como maus-tratos, tipo penal que abrange ofensas à integridade física ou psíquica de menores, idosos ou pessoas com deficiência. A tipificação exige apuração minuciosa, incluindo oitivas de testemunhas, avaliação médica ou pericial da vítima e coleta de outros elementos de prova. Nessa fase, o Conselho Tutelar costuma atuar de forma integrada com a Polícia Civil para garantir medidas de proteção imediata, se necessárias.

Entre as providências esperadas estão: verificação do estado de saúde do menino, tomada de depoimentos dos familiares que mencionaram as agressões, eventual solicitação de exames de corpo de delito e análise do ambiente em que a criança vive. Caso fique constatado risco iminente, o Estatuto da Criança e do Adolescente autoriza o afastamento temporário do possível agressor ou, em última instância, o acolhimento institucional, sempre buscando preservar o vínculo familiar e a integridade do menor.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a existência de medidas protetivas nem detalhes sobre a situação jurídica da guarda. Contudo, a apresentação dos vídeos e o relato de impedimento de convivência podem acelerar decisões cautelares, como o acompanhamento periódico do Conselho Tutelar ou a determinação judicial de visitas monitoradas.

Autoridades ressaltam que, em situações envolvendo violência infantil, a rapidez na comunicação dos fatos favorece a adoção de providências preventivas. O Estatuto prevê que qualquer pessoa pode – e deve – denunciar indícios de maus-tratos, seja por meio do Disque 100, seja diretamente em delegacias ou conselhos tutelares. Nessas ocorrências, familiares próximos, vizinhos e profissionais da saúde ou da educação costumam desempenhar papel fundamental ao oferecer informações que permitam a intervenção das equipes de proteção.

Em Campo Grande, a Depac Cepol permanece responsável pela condução do inquérito. A autoridade policial irá decidir sobre eventuais representações por medidas cautelares, como afastamento da suspeita do convívio com a criança, se considerar que a integridade do menino está em risco. O Conselho Tutelar, por sua vez, deverá acompanhar a família, avaliar as condições de segurança e promover encaminhamentos ao Judiciário, se julgar necessário.

Enquanto os fatos são esclarecidos, o caso reforça a necessidade de vigilância constante em relação a sinais de violência doméstica que envolvam crianças. A legislação brasileira estabelece prioridade absoluta à proteção dos menores, e a rápida articulação entre familiares, conselho tutelar e polícia pode ser decisiva para interromper situações de risco e garantir a preservação dos direitos da vítima.

A investigação segue em curso, com foco na validação dos vídeos apresentados, na oitiva dos envolvidos e na identificação de eventuais responsabilidades criminais. Novas informações deverão ser divulgadas à medida que os procedimentos avançarem e que as autoridades definirem eventuais medidas de proteção à criança de 1 ano e 10 meses.

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