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Prefeitura solicita licença ambiental para instalar praça de alimentação no Mercado Municipal de Campo Grande

A Prefeitura de Campo Grande protocolou pedido de licença ambiental simplificada para implantar uma nova praça de alimentação no Mercado Municipal Antônio Valente, conhecido popularmente como Mercadão, localizado na Travessa José Bacha, nº 61, região central da capital sul-mato-grossense. A abertura desse processo foi publicada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), indicando o avanço do projeto para a fase de análise ambiental.

No documento, a atividade é classificada como “lojas, galerias e centros comerciais”. Essa categorização enquadra o futuro espaço gastronômico nas exigências da legislação ambiental e permite que os técnicos avaliem eventuais impactos antes de qualquer intervenção física no prédio. A solicitação, por se tratar de licença simplificada, costuma ser usada em empreendimentos considerados de baixo potencial poluidor, mas ainda assim exige cumprimento de etapas formais.

Ao tornar público o requerimento, a administração municipal sinaliza que o projeto deixou o estágio conceitual e passou a seguir o rito burocrático necessário para se materializar. Entretanto, a publicação não indica início imediato de obras, não apresenta empresa executora nem estabelece prazo para a entrega. Todas essas definições dependem da obtenção da licença, da elaboração dos projetos executivos e da contratação dos serviços, etapas que ainda não foram detalhadas.

O Mercadão é um dos pontos comerciais mais tradicionais de Campo Grande, reunindo diversos boxes de hortifrutigranjeiros, açougues, peixarias, empórios e lanchonetes. Criado em meados da década de 1950, o espaço se tornou referência para moradores e turistas que buscam produtos regionais, como queijos, doces, ervas medicinais e a carne de jacaré. Nas últimas duas décadas, porém, o prédio vem passando por oscilações no fluxo de consumidores, situação que motivou estudos para modernizar a estrutura e ampliar o tempo de permanência do público.

Nesse contexto, a proposta de construir uma praça de alimentação tem como objetivo diversificar a oferta de serviços, aumentar o número de visitantes e revitalizar a área central da cidade. A iniciativa segue tendência adotada em mercados municipais de outras capitais brasileiras, onde a inclusão de espaços gastronômicos resultou em maior movimento e fortalecimento do comércio local.

Apesar do interesse em requalificar o Mercadão, ainda não há informações oficiais sobre a dimensão da área que será destinada aos novos boxes, quantas operações culinárias poderão ser instaladas ou como ficará a distribuição interna dos atuais pontos de venda. Tampouco foi divulgado o volume de recursos que será necessário para concretizar o empreendimento. Esses dados deverão constar em fases posteriores do processo, quando forem concluídos os estudos de viabilidade técnica, econômica e arquitetônica.

Especialistas em planejamento urbano costumam destacar que intervenções em imóveis consolidados exigem cuidado para respeitar características históricas e minimizar transtornos aos permissionários. No caso de Campo Grande, qualquer alteração na configuração interna do Mercado Municipal terá de considerar a circulação de clientes, as exigências sanitárias para preparo de alimentos e a manutenção das atividades já existentes.

A tramitação do pedido de licença será analisada por órgãos ambientais competentes, que verificarão possíveis impactos em áreas como geração de resíduos, uso de água, consumo de energia e acessibilidade. Caso o parecer seja favorável, a prefeitura ficará autorizada a prosseguir com os projetos executivos, etapa que antecede licitação ou contratação direta das obras, de acordo com a modalidade que vier a ser escolhida.

Para os comerciantes que atuam no Mercadão, a publicação representa um passo relevante, pois confirma o interesse do poder público em revitalizar o espaço. Já para os consumidores, a eventual instalação de uma praça de alimentação poderá significar mais opções de refeições rápidas e a permanência por mais tempo no local, sobretudo durante horários de almoço e fim de tarde.

O pedido de licença ambiental não estabelece, por si só, prazos definitivos para conclusão do processo. A duração varia conforme a complexidade dos estudos necessários, a resposta dos órgãos fiscalizadores e a disponibilidade orçamentária da prefeitura. Mesmo assim, a formalização do requerimento é considerada indispensável para assegurar que o projeto cumpra todas as normas legais antes de avançar para a fase de execução.

Enquanto aguarda o parecer ambiental, a administração municipal pode dar sequência a levantamentos técnicos, avaliação de custos e consultas aos permissionários do mercado. Esses passos serão determinantes para definir o modelo de concessão ou de gestão da futura praça de alimentação, o tamanho do investimento e o cronograma global da obra.

Com a movimentação recente, o Mercado Municipal Antônio Valente passa a integrar a lista de espaços públicos em processo de requalificação na área central de Campo Grande. O avanço da etapa ambiental indica que, embora ainda inicial, a proposta de modernização ganhou caráter oficial e poderá, a médio prazo, alterar a dinâmica comercial do tradicional endereço.

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