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PP e União Brasil consolidam federação e traçam metas para ampliar bancadas em Mato Grosso do Sul

A federação formada pelo Progressistas (PP) e pelo União Brasil deu um passo decisivo nesta terça-feira (31) em Campo Grande, durante um ato de filiação que reuniu a senadora Tereza Cristina, presidente estadual do PP, e o governador Eduardo Riedel. Na ocasião, as lideranças detalharam a estratégia para as eleições de 2026, com foco na montagem de chapas proporcionais capazes de ampliar a presença do grupo tanto na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) quanto na Câmara dos Deputados.

Segundo Tereza Cristina, a meta inicial é eleger pelo menos dois deputados federais, com possibilidade de alcançar um terceiro nome, dependendo do volume de votos obtido pela federação. Para o Legislativo estadual, o objetivo é conquistar entre cinco e seis cadeiras. A senadora explicou que a estimativa baseia-se em projeções de desempenho eleitoral dos filiados e em cálculos de quociente partidário, mas ressaltou que o número definitivo dependerá da composição final da lista, que será única para os dois partidos.

O principal desafio, na avaliação da presidente do PP, está em acomodar o elevado número de pré-candidatos dentro de uma nominata competitiva. Como a federação impõe que Progressistas e União Brasil lancem seus nomes na mesma chapa, a coordenação precisará equilibrar interesses regionais, densidade eleitoral e critérios de representatividade para maximizar votos sem dispersão. Esse trabalho, adiantou Tereza Cristina, ocorrerá nos próximos meses, com reuniões periódicas para ajustar a ordem dos concorrentes e definir regiões prioritárias de campanha.

O ato também serviu para apresentar novas filiações consideradas estratégicas. O destaque foi a entrada do deputado Dagoberto Nogueira, que deixou o PSDB para integrar o Progressistas. Além dele, passaram a compor o partido lideranças como Jaime Verruck, ex-secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação; Marcelo Miranda, ex-secretário de Turismo, Esporte e Cultura; Helio Daher, ex-secretário de Educação; Keliana Fernandes; Michele Schalter; André Medeiros; Jorge Enfermeiro, vice-prefeito de Figueirão; e a conselheira tutelar Maria Carolina. Todos são apontados como potenciais candidatos a cargos proporcionais ou colaboradores na construção do plano de governo.

Durante o evento, o governador Eduardo Riedel enfatizou que o processo de filiação vai além da busca imediata por votos. Segundo ele, a prioridade é fortalecer a estrutura partidária, ampliar canais de diálogo com a sociedade e envolver novos quadros na formulação de propostas para o próximo ciclo administrativo. Riedel destacou que a participação de figuras com experiência em diferentes áreas da gestão pública deve enriquecer o programa a ser apresentado em 2026, tanto para a disputa estadual quanto para a representação federal.

No campo das alianças majoritárias, Tereza Cristina reafirmou o apoio do PP à pré-candidatura de Reinaldo Azambuja (PL) ao Senado. A senadora explicou que seguem abertos os diálogos com PL, Republicanos e PSDB para definir o segundo nome que comporá a chapa ao Senado e, simultaneamente, consolidar a coalizão em torno da tentativa de reeleição de Riedel ao governo estadual. A ideia, conforme relatou, é chegar a um acordo que una diferentes correntes do campo de centro-direita em torno de um programa comum, garantindo base sólida no Congresso e no Legislativo local.

Tereza Cristina também aproveitou a ocasião para dissipar rumores sobre eventual candidatura a vice-presidência da República. Questionada durante o encontro, ela afirmou que não existe tratativa nacional nesse sentido e que seu foco permanece voltado ao cenário de Mato Grosso do Sul, sobretudo à condução da federação PP-União Brasil e ao planejamento das chapas proporcionais.

Com as novas filiações oficializadas e os objetivos traçados, a federação inicia agora a fase de consolidar diretórios municipais, estimular a mobilização da militância e definir cronogramas de encontros regionais. A expectativa das lideranças é fechar a nominata de candidatos até o prazo legal das convenções partidárias de 2026, mantendo margem para ajustes finais conforme o desempenho dos pré-candidatos nas bases eleitorais. Até lá, Progressistas e União Brasil pretendem atuar de forma integrada na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal, reforçando a visibilidade da federação e preparando o terreno para a disputa eleitoral.

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