A Prefeitura de Campo Grande homologou, nesta quarta-feira (1º), a ordem de início das obras do Parque Turístico Municipal Cachoeiras do Ceuzinho, localizado na Área de Proteção Ambiental (APA) do Córrego Ceroula. A empresa vencedora da licitação deve mobilizar máquinas e equipes na próxima semana para montar o canteiro de obras e dar início à primeira fase do projeto.
O investimento inicial previsto é de R$ 7.295.079,81, com prazo contratual de 540 dias para conclusão dessa etapa. A administração municipal busca transformar uma das áreas naturais mais frequentadas da Capital em um espaço estruturado para visitação, lazer e contemplação, sem abrir mão de critérios técnicos voltados à preservação ambiental.
Estrutura planejada para a fase inicial
No primeiro ciclo de trabalhos, serão executados serviços de limpeza da área, preparação do terreno e construção de equipamentos básicos de acolhimento ao público. Estão previstos uma guarita com pórtico de entrada, recepção para visitantes, estacionamento, bloco de lojas, lanchonete, restaurante, sanitários, vestiários, salão de jogos, playground, quiosques, redário e setores de apoio às trilhas.
Também será implantado um receptivo exclusivo para ciclistas, além de espaços de contemplação distribuídos ao longo das vias internas. O objetivo é oferecer opções de lazer diversificadas, atendendo tanto famílias quanto praticantes de esportes ao ar livre, sem comprometer a integridade da vegetação nativa.
Segunda fase e foco ambiental
Concluída a etapa inicial, o projeto seguirá para a construção de mirantes em pontos estratégicos, expandindo as áreas de observação das cachoeiras e das trilhas que cortam a APA Ceroula. Esses equipamentos pretendem valorizar a paisagem e garantir segurança aos visitantes, proporcionando vistas panorâmicas do curso d’água e da mata ciliar.
Todo o processo ocorre sob orientação de estudos ambientais e do futuro Plano de Manejo da unidade de conservação. A elaboração desse documento é parte integrante do pacote de ações e estabelecerá diretrizes para o uso público, conservação da biodiversidade, definição de zonas de visitação, manejo de resíduos e controle de impactos sobre fauna e flora.
Desenvolvimento sustentável e economia local
A proposta da Prefeitura associa turismo de natureza a práticas de sustentabilidade e educação ambiental. A expectativa é estimular o uso responsável do espaço e, paralelamente, fomentar a economia de Campo Grande. Com a criação de infraestrutura adequada, o município projeta aumento no fluxo de visitantes, principalmente em fins de semana e feriados, favorecendo pequenos negócios voltados a alimentação, artesanato, transporte e serviços de guia.
Além disso, a administração municipal avalia que o novo parque poderá gerar empregos diretos nas obras e, posteriormente, na operação de equipamentos de recepção, manutenção e segurança. Empreendedores locais também serão beneficiados pela demanda adicional gerada por turistas em busca de atividades de ecoturismo e lazer ao ar livre.
Segundo técnicos envolvidos no projeto, o Ceuzinho reúne características naturais consideradas ideais para consolidar-se como destino de ecoturismo em Campo Grande. As quedas d’água, as formações rochosas e a diversidade de fauna e flora oferecem potencial para trilhas guiadas, cicloturismo, observação de aves e práticas de educação ambiental para escolas da rede pública e privada.
No entanto, a expansão do uso público dependerá do cumprimento rigoroso das normas de conservação. Entre as ações previstas estão sinalização interpretativa, controle de acesso a áreas sensíveis, instalação de passarelas suspensas em pontos de maior fragilidade e campanhas permanentes de conscientização sobre a importância da APA Ceroula.
Com a homologação da ordem de serviço e início imediato da mobilização, o município dá o primeiro passo para transformar o Parque das Cachoeiras do Ceuzinho em equipamento turístico de referência regional. A administração aposta que, após concluídas as duas etapas de obras e implementado o Plano de Manejo, o local se integre ao roteiro de atrações naturais do Mato Grosso do Sul, contribuindo para diversificar a oferta de lazer e fortalecer o setor de turismo sustentável na Capital.








