O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, cumpre agenda oficial em Dourados nesta sexta-feira, 3 de maio, com foco nas ações de enfrentamento ao surto de chikungunya que vem atingindo as comunidades da Reserva Indígena local. A presença do titular da pasta ocorre em meio ao avanço dos casos, que já resultaram em cinco óbitos confirmados entre moradores da área indígena.
De acordo com informações divulgadas pela assessoria ministerial, a programação tem início às 12h, quando o ministro chegará ao Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD). No local, Terena percorrerá diversos setores da unidade hospitalar, observará a estrutura de atendimento disponibilizada a pacientes acometidos pela doença e se reunirá com a direção do hospital para discutir condições de internação, quadro epidemiológico e eventuais necessidades de reforço na assistência.
A comitiva que acompanha o ministro inclui o diretor do Departamento de Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde, Edenilo Baltazar Barreira Filho, e a consultora técnica da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), Juliana Lima. A presença de representantes das duas instâncias federais evidencia a articulação entre o Ministério dos Povos Indígenas e o Ministério da Saúde no enfrentamento da emergência sanitária.
Esta será a primeira vez que Eloy Terena visita Dourados desde o início da epidemia na região. Conforme dados oficiais, cinco pessoas morreram em decorrência da febre chikungunya, todas residentes na Reserva Indígena de Dourados. Além dos óbitos, 39 pacientes permanecem internados em hospitais públicos e privados, número que reforça a gravidade do surto e a necessidade de medidas imediatas de controle e prevenção.
Durante a passagem pelo HU-UFGD, o ministro avaliará in loco a capacidade de resposta da rede hospitalar, verificará protocolos de atendimento e coletará informações sobre fluxos de acolhimento a indígenas. Segundo a assessoria, o objetivo é levantar dados precisos para subsidiar decisões do governo federal quanto ao envio de recursos humanos, materiais e logísticos voltados à contenção da enfermidade entre as populações tradicionais.
O Departamento de Emergências em Saúde Pública tem atribuição de monitorar, coordenar e apoiar estados e municípios diante de cenários de risco elevado, como surtos, epidemias ou desastres. Já a Força Nacional do SUS atua de forma complementar, deslocando equipes especializadas para reforçar equipes locais, implantar salas de situação e padronizar procedimentos assistenciais. A participação de ambos os órgãos na agenda em Dourados sinaliza a possibilidade de ações conjuntas, a exemplo de mutirões de atendimento, campanhas de sensibilização e intensificação de vigilância epidemiológica.
Além da visita ao hospital, a programação do ministro prevê reuniões técnicas com gestores municipais, lideranças indígenas e profissionais de saúde que atuam diretamente nas aldeias. Embora o detalhamento desses encontros não tenha sido divulgado, a assessoria confirmou que o conjunto de atividades será orientado pela busca de soluções imediatas para reduzir casos, óbitos e internações provocados pela chikungunya.
A Reserva Indígena de Dourados concentra a maior parte dos registros de chikungunya no município. O território abriga diferentes etnias e contabiliza elevada densidade populacional, o que, segundo autoridades sanitárias, favorece a transmissão do vírus. O surto mobilizou instituições federais, estaduais e municipais, que vêm adotando medidas como a eliminação de criadouros do mosquito transmissor, identificação precoce de sintomas e monitoramento domiciliar de casos suspeitos.
A jornada de Eloy Terena em Dourados encerra uma série de deslocamentos recentes do ministro a regiões atingidas por emergências de saúde que afetam populações tradicionais. Com a presença da comitiva federal, a expectativa das autoridades locais é obter orientações estratégicas, reforço de pessoal e definição de protocolos unificados que possibilitem conter a propagação da doença na reserva e no entorno urbano.
Ao final da inspeção no HU-UFGD e das reuniões previstas, a equipe ministerial deverá consolidar um relatório preliminar sobre a situação epidemiológica em Dourados. O documento servirá de base para decisões futuras, como eventual envio de equipes da Força Nacional do SUS, remanejamento de insumos e intensificação de campanhas educativas voltadas às comunidades indígenas e à população em geral.








