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Polícia Militar encontra 1,2 quilo de cocaína em residência após denúncia de invasão em Paranaíba

A Polícia Militar de Paranaíba, no nordeste de Mato Grosso do Sul, apreendeu aproximadamente 1,2 quilo de cocaína na tarde de quarta-feira, 1º de novembro, durante atendimento a uma ocorrência de possível invasão de domicílio no bairro Santo Antônio. A descoberta foi feita após o proprietário do imóvel, situado no cruzamento das ruas José Gonçalves de Oliveira e Dr. Rocha Dias, acionar o número de emergência relatando que um indivíduo tentava arrombar o portão principal.

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima percebeu que um homem forçava o cadeado do portão externo e solicitou apoio policial. Quando a equipe de radiopatrulha chegou ao endereço, constatou que o cadeado havia sido aberto pelo lado de fora, indicando que alguém poderia ter entrado no terreno. Diante da suspeita de furto em andamento, os militares avançaram para o quintal com o objetivo de verificar portas, janelas e demais acessos da residência.

Durante a varredura externa, os policiais localizaram sobre uma mesa na varanda uma sacola plástica verde, transparente, que chamou a atenção por conter diversos pacotes envoltos em fita adesiva. A equipe abriu o embrulho e identificou 12 invólucros de cocaína, cada um pesando aproximadamente 100 gramas. A perícia técnica foi acionada e confirmou o peso total de 1,202 quilo do entorpecente. Nenhum suspeito do possível arrombamento estava no interior da casa ou nas imediações no momento da vistoria.

Enquanto o material era recolhido para posterior entrega à delegacia, um advogado chegou ao local afirmando representar o proprietário do imóvel. O profissional apresentava as chaves da residência e questionou a entrada dos policiais sem sua autorização. Entretanto, não forneceu detalhes adicionais sobre a invasão relatada nem indicou quem poderia estar envolvido com a droga encontrada.

O atendimento ganhou novo desdobramento momentos depois, já na Delegacia de Polícia Civil de Paranaíba. O cliente citado pelo advogado encontrava-se detido na unidade em decorrência de outra ocorrência registrada anteriormente no mesmo dia. A coincidência levantou a suspeita de eventual relação entre a droga apreendida e o detido, hipótese que passou a ser analisada pelos investigadores.

De acordo com o procedimento padrão, a cocaína foi devidamente pesada, fotografada e lacrada para cadeia de custódia. O entorpecente ficou sob responsabilidade da Polícia Civil, que abriu inquérito para apurar a origem da substância, identificar eventuais envolvidos no tráfico e esclarecer se a casa funcionava como ponto de armazenamento ou distribuição.

Além da investigação sobre o tráfico, os agentes também buscam confirmar a veracidade da tentativa de arrombamento relatada pelo morador. A equipe pretende reunir imagens de câmeras de segurança da vizinhança, colher depoimentos de possíveis testemunhas e analisar registros telefônicos que possam indicar a presença de outras pessoas na cena antes da chegada da viatura.

A Polícia Militar destacou que a entrada no imóvel ocorreu com base em flagrante delito, uma vez que havia indícios de invasão e possibilidade de furto. O procedimento está respaldado pelo artigo 5º, inciso XI, da Constituição Federal, que autoriza o ingresso policial em domicílio sem mandado judicial quando se verifica situação de flagrante. Até o momento, não há relatos de feridos na ação, e nenhum responsável direto pela droga foi formalmente autuado.

A residência permanece sob custódia do verdadeiro proprietário, representado pelo advogado, até que o inquérito esclareça se ele teve participação ou conhecimento do entorpecente. Caso seja comprovada a ligação, o investigado poderá responder por tráfico de drogas, crime previsto no artigo 33 da Lei nº 11.343/2006, cuja pena varia de 5 a 15 anos de reclusão.

As autoridades mantêm as investigações em sigilo e pedem que qualquer informação que auxilie na identificação de envolvidos seja repassada, de forma anônima, ao Disque-Denúncia 181 ou diretamente à Delegacia de Polícia Civil de Paranaíba. Enquanto isso, a droga apreendida segue armazenada no depósito da unidade, aguardando os trâmites judiciais para futura destruição, conforme determina a legislação vigente.

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